Segurança
Curitiba tem nova operação contra fraude na venda de passagens de ônibus
A Guarda Municipal, a Urbanização de Curitiba (Urbs) e a Polícia Civil fizeram uma nova operação nesta sexta-feira (15) contra a quadrilha que cometia fraude na venda de passagens de ônibus.
A ação buscou identificar outros suspeitos de integrarem o grupo criminoso. Em fevereiro, na primeira fase da operação, oito pessoas foram presas.
Na época, as autoridades divulgaram que a ação da quadrilha causou um prejuízo de mais de R$ 1 milhão ao transporte coletivo de Curitiba, com a venda de cerca de R$ 200 mil passagens irregulares.
Porém, mesmo após a operação, a Urbs identificou que a ação dos criminosos continuava. Nesta sexta (15), os agentes foram até o Terminal CIC para abordar novos suspeitos.
As autoridades ainda não divulgaram o balanço da operação. Assim que os números forem informados, esta matéria será atualizada.
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Entenda como funciona a fraude na venda de passagens de ônibus
Em entrevista coletiva concedida no mês passado, o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, disse que a fraude foi percebida em julho do ano passado por meio de uma anormalidade no sistema de bilhetagem eletrônica. A inteligência verificou que o número de catracas liberadas era maior que o valor arrecadado.
“Essa movimentação anormal não teve compensação financeira. Baseado nisso, acionamos a equipe de fiscalização, que coletou os dados de campo”, afirmou. “Então chamamos a Guarda Municipal, cruzamos os dados com imagens da Muralha Digital e acionamos, em outubro, a Polícia Civil.
O delegado Tiago Dantas, que ficou à frente da investigação, explicou como os criminosos agiam. Eles vendiam as passagens por um valor menor e liberavam as catracas por meio de um aplicativo de celular.
“Eles usavam uma engenharia social que simulava o pagamento da passagem por meio de celular e de um aplicativo e vendiam essas passagens aos usuários a preços mais baratos do que a tarifa, que é de R$ 6”, disse. “Eles ficavam com o valor pago pelo cidadão e a Urbs não recebia nada por transportar o passageiro”.
Grupo vendia passagens a R$ 3 em Curitiba
A operação apurou que o esquema da quadrilha era “extremamente organizado”, segundo Tiago Dantas. Os membros do grupo se dividiam em turnos e chegavam a vender a passagem a R$ 3, metade do valor cobrado pela Urbs (R$ 6).
“Eles faziam um rodízio, com turnos de atuação de manhã, tarde e no período noturno. Quando o movimento estava bom, eles vendiam a passagem a R$ 5, quando estava mais fraco, vendiam a R$ 3”, completou.
A fraude ocorria principalmente nos terminais CIC e Portão e em algumas estações-tubo. Durante a ação na sexta-feira, no terminal CIC, oito pessoas foram presas, de 15 abordadas.
As investigações seguem a fim de identificar outros indivíduos responsáveis pela ação criminosa, segundo a Polícia Civil.