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Gabriel Damasceno Camargo alegou ter transtorno bipolar e fazer uso de medicamentos para depressão
Gabriel Damasceno Camargo, de 27 anos, foi preso em flagrante na tarde desta quarta-feira (15) após disparar uma arma dentro do setor de ortopedia do Hospital Cemil, em Umuarama, no Noroeste do Paraná. Ele também roubou um carro enquanto tentava fugir.
De acordo com a Polícia Militar (PM), o médico residente estava realizando um atendimento junto com um professor, que atua como ortopedista, no momento do disparo.
Na sequência, durante a consulta, Gabriel teria tentado atingir o professor com um disparo. Porém, ele errou o tiro e acertou uma paciente.
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A vítima, de 58 anos, foi atingida de raspão na cabeça. Conforme a PM, ela foi socorrida pelas equipes de resgate e não corre risco de morrer.
Após o disparo, Gabriel Damasceno Camargo residente fugiu a pé. Em seguida, ele rendeu um motorista e atirou contra o chão para roubar um carro. Logo depois, ele foi abordado e preso em flagrante.
De acordo com a PM, ele não tem porte de arma e ela não tinha registro. A motivação do disparo deverá ser investigada pela Polícia Civil e o caso foi registrado como tentativa de homicídio e roubo. Em depoimento, Gabriel alegou ter transtorno bipolar e fazer uso de medicamentos para depressão.
O Hospital Cemil informou, em nota, que Gabriel será desligado do programa de residência médica. Veja, na íntegra:
“A Associação Beneficente São Francisco de Assis / Hospital CEMIL vem por meio desta Nota Oficial informar incidente isolado ocorrido em suas dependências na tarde de hoje, envolvendo um disparo de arma de fogo. A Polícia Militar foi imediatamente acionada e o caso está sendo devidamente apurado pelas autoridades competentes, com as quais esta instituição de saúde colabora integralmente. O hospital reforça que repudia qualquer tipo de violência e/ou conduta que contrarie seus princípios institucionais e informa que medidas cabíveis estão sendo tomadas, também, no âmbito interno. Por respeito aos direitos dos envolvidos e ao sigilo das investigações, não serão fornecidos detalhes adicionais neste momento. A instituição permanece à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades e reafirma seu compromisso com a segurança, a ética e a qualidade no atendimento.”
Também em nota, o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) afirmou que Gabriel poderá ter o registro cassado caso seja comprovado que ele violou regras éticas. Confira:
“O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) informa que está acompanhando o caso e irá instaurar processo de sindicância para apurar as circunstâncias do fato ocorrido. Caso comprovada conduta violadora das regras éticas, as sanções previstas na Lei de criação dos Conselhos de Medicina vão desde advertência confidencial, podendo chegar à cassação do exercício profissional, a depender do grau de culpa e da gravidade das consequências apuradas. Conforme estabelece o Código de Processo Ético-Profissional (Resolução CFM nº 2.306/2022), as sindicâncias e os processos ético-profissionais tramitam sob sigilo processual, garantindo às partes envolvidas os direitos constitucionais ao contraditório e à ampla defesa.”
O advogado Robson Meira, que atua na defesa de Gabriel Damasceno Camargo, afirmou ao Massa.com.br que não teve acesso integral aos autos do processo. Veja, na íntegra:
“A defesa de Gabriel Damasceno Camargo vem esclarecer, a respeito dos fatos recentemente noticiados envolvendo suposta tentativa de homicídio, que não teve acesso integral aos autos do processo.
Somente com a análise técnica, minuciosa e responsável de todos os elementos de provas já produzidos será possível um pronunciamento adequado.
A defesa reafirma seu compromisso com o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, princípios fundamentais do Estado Democrático de Direito, destacando que qualquer conclusão antecipada se apresenta prematura, especialmente antes do esclarecimento completo dos fatos.
Tão logo haja o conhecimento amplo do conteúdo processual, a defesa adotará todas as medidas cabíveis e poderá se manifestar de forma mais detalhada.
Por fim, reforça-se que o caso deve ser tratado com a cautela necessária, preservando-se os direitos e garantias individuais de todas as partes envolvidas.”
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