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Quem são os suspeitos da gangue da correntinha que age no Centro de Curitiba?

Reportagem da Rede Massa | SBT conversou com comerciantes locais e mostrou imagens exclusivas dos rostos dos suspeitos

Gangue da correntinha de Curitiba
A gangue da correntinha voltou a ser assunto no Centro de Curitiba (Foto: Reprodução/Rede Massa)

O espancamento de um homem que tentou impedir um roubo na Praça Rui Barbosa, nesta semana, trouxe novamente à tona a atuação da chamada “gangue da correntinha” no Centro de Curitiba. Formados por grupos que agem principalmente em locais de grande circulação, os suspeitos são apontados por comerciantes, trabalhadores e frequentadores da região como responsáveis por uma sequência de furtos, roubos e agressões.

Imagens exclusivas obtidas pela Rede Massa | SBT mostram que os suspeitos envolvidos na agressão continuaram circulando pelas proximidades da Praça Rui Barbosa cerca de uma hora após o crime. Vídeo ao final da reportagem.

Para quem trabalha diariamente no Centro, a cena não surpreende. Segundo relatos obtidos pelo repórter Bruno Henrique, os mesmos rostos são vistos com frequência em praças, terminais e ruas movimentadas da região.

Na tarde da última terça-feira (2), um homem foi brutalmente agredido após tentar impedir o roubo de uma mulher. Um vídeo que ganhou repercussão nas redes sociais mostra o momento em que a vítima consegue derrubar um dos suspeitos que tentava fugir. Poucos segundos depois, outros três homens aparecem correndo e passam a espancá-lo com socos, chutes e golpes em plena luz do dia. Mesmo após a violência, os suspeitos foram flagrados novamente caminhando pelo Centro.

Gangue da correntinha em Curitiba: “Todo dia alguém é vítima”

Para comerciantes e trabalhadores da região, o episódio não é um caso isolado. Segundo relatos ouvidos pela reportagem, furtos de celulares, correntes e outros objetos de valor acontecem diariamente.

“Todo dia, o dia todo, você escuta alguém falando que roubaram o celular ou a correntinha. É de manhã até a tarde”, relatou uma trabalhadora da região.

O medo é tão grande que muitos comerciantes preferem não se identificar. Alguns sequer aceitam conceder entrevistas por receio de represálias. Segundo os relatos, muitos dos suspeitos são conhecidos de quem trabalha no Centro e costumam frequentar as mesmas áreas da cidade.

Como a gangue age no Centro de Curitiba e como “se prevenir”

De acordo com testemunhas, os grupos costumam agir de forma organizada. Enquanto alguns integrantes distraem a vítima, outros realizam o furto e fogem rapidamente. O uso de bicicletas também é apontado como uma estratégia comum para facilitar a fuga.

“Você para para atravessar a rua e chega um de bicicleta. Às vezes vêm mais três para distrair”, contou uma comerciante.

Para muitas pessoas, circular pelo Centro exige uma série de cuidados diários. Um porteiro que trabalha em um prédio da região afirmou que orienta moradores e visitantes sobre os riscos.

“No Centro você não pode andar com o celular na mão. Não pode usar correntinha nem mostrar algo de valor porque acaba virando alvo”, disse.

Segundo ele, quem vive ou trabalha na região acaba desenvolvendo uma espécie de “rotina de sobrevivência”, evitando expor pertences e redobrando a atenção em locais com grande movimentação. A recomendação entre quem trabalha na região é evitar utilizar o celular na rua, esconder objetos de valor e manter atenção constante ao caminhar.

Denúncias preocupam comerciantes

Durante a reportagem, também surgiram denúncias que deverão ser apuradas pelas autoridades. Um trabalhador relatou que alguns comerciantes seriam suspeitos de ajudar criminosos a esconder objetos furtados ou evitar flagrantes policiais. Segundo ele, já houve registros de suspeitos entrando em estabelecimentos comerciais logo após cometer crimes na região.

As denúncias se somam a uma série de ocorrências registradas nos últimos anos no Centro de Curitiba, especialmente em locais de grande circulação, como a Praça Rui Barbosa, a Praça Tiradentes, a Praça Zacarias e terminais de transporte coletivo.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) busca identificar a prender os suspeitos da participar da gangue.

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