INVESTIGAÇÃO

Garota de programa implanta bomba em lixeira e mata ex-comandante de submarino

A garota de programa teria colocado um dispositivo explosivo dentro de uma lixeira próxima a um banco

Garota de programa presa
Margarita Reut é suspeita de ter sido recrutada pelos serviços de inteligência da Ucrânia para executar o ataque contra o militar (Foto: Reprodução)

Uma garota de programa, de 32 anos, foi presa na Crimeia, sob suspeita de participar de um atentado que matou Robert Mansurovich Shageev, de 49 anos, ex-comandante de submarino da Ucrânia que havia desertado para a Rússia. A explosão aconteceu na quinta-feira (13).

De acordo com as autoridades, a garota de programa teria colocado um dispositivo explosivo dentro de uma lixeira próxima a um banco, enquanto Shageev descia uma escadaria na Avenida Stoletovsky acompanhado de um amigo. A explosão matou o ex-comandante no local.

Mulher teria recebido ordens da Ucrânia para ataque

Margarita Reut é suspeita de ter sido recrutada pelos serviços de inteligência da Ucrânia para executar o ataque contra o militar, segundo investigadores russos. Ela foi detida em Sebastopol e é investigada por terrorismo.

A força da detonação assustou moradores da região, que chegaram a acreditar que um prédio residencial havia sido atingido por um ataque de drone.

LEIA TAMBÉM

A prisão de Margarita teria ocorrido após a análise de imagens de câmeras de segurança. Segundo os investigadores, ela também teria confessado envolvimento no ataque.

O governador de Sebastopol, Mikhail Razvozhayev, afirmou que a mulher teria agido sob ordens de serviços especiais ucranianos. A versão, porém, é apresentada pelas autoridades russas responsáveis pela investigação.

Quem é a garota de programa presa suspeita de envolvimento na morte de Robert Mansurovich Shageev?

Natural de Yaroslavl, na Rússia, Margarita morava em Sochi e costumava viajar para a Crimeia. Ela possui perfis em sites de acompanhantes e já havia trabalhado como bióloga em um laboratório que produzia supositórios vaginais feitos à base de infusões de flores.

Margarita já tinha histórico de problemas com as autoridades russas. Em julho de 2025, ela foi detida após supostamente comemorar um ataque de drone ucraniano contra uma estação ferroviária na região de Rostov.

Na ocasião, recebeu uma multa de 30 mil rublos, equivalente a cerca de R$ 1,9 mil, por uma acusação relacionada ao chamado “descrédito” das Forças Armadas da Rússia. Ela também passou dois dias detida por resistência à autoridade.

Meses depois, em fevereiro de 2026, Margarita voltou a chamar atenção nas redes sociais ao publicar que tinha vergonha de ser russa após compartilhar o resultado.

Para mais notícias da categoria segurança, acesse o Massa.com.br.