e a investigação?
defesa nega
A paciente de 24 anos relatou que, durante um exame ginecológico, o médico realizou massagens em suas partes íntimas sob justificativa de “orientação para libido”
O médico ginecologista Felipe Lucas, de 81 anos, foi acusado de abuso sexual contra uma paciente de 24 anos em Irati, no Paraná. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu o inquérito que o investigava e indiciou o médico pelo crime de violação sexual mediante fraude. A defesa do doutor nega o crime.
De acordo com informações da Rede Massa | SBT, o caso ocorreu no dia 4 de fevereiro de 2026, durante uma consulta realizada em um consórcio intermunicipal de saúde em Irati. Segundo as investigações, o profissional teria se aproveitado da relação de confiança entre médico e paciente para praticar atos libidinosos sob o pretexto de procedimentos clínicos.
A jovem procurou a delegacia apenas sete dias após o ocorrido, no dia 11 de fevereiro. Ela relatou que demorou a denunciar por conta do abalo emocional e da tentativa de lidar com a situação sozinha. A decisão de formalizar a queixa veio após buscar a opinião de outros profissionais de saúde e confirmar que o procedimento não era adequado, além de enfrentar sintomas como insônia e desespero.
De acordo com o depoimento da vítima, durante o exame ginecológico, o médico realizou toques íntimos e “massagens” com a justificativa de oferecer uma suposta “orientação sexual”. A conduta, conforme apurado pela polícia, não possui respaldo técnico ou científico dentro da prática médica.
Ainda, segundo delegado Luis Henrique Dobrychtop, a investigação também apontou irregularidades no atendimento. Durante a consulta, o médico chegou a atender uma ligação pessoal por cerca de cinco minutos, mantendo a paciente despida e em posição vulnerável na mesa de exames. Além disso, não houve registro do atendimento no prontuário eletrônico – diferentemente do padrão adotado por outros profissionais da instituição, que inclui anamnese e solicitação de exames.
A Polícia Civil indiciou o médico pelo crime de violação sexual mediante fraude, previsto no artigo 215 do Código Penal. A polícia também solicitou medidas cautelares, como o afastamento das funções públicas e a suspensão do exercício profissional, considerando o risco de novos casos, já que a especialidade exige contato físico íntimo e privacidade.
O Ministério Público já apresentou denúncia formal contra o investigado e reforçou o pedido de afastamento. Até o momento, não há decisão judicial sobre as medidas solicitadas.
Em nota, o Conselho Regional de Medicina e o CIS Amcespar informaram que estão acompanhando o caso. Ao Massa.com.br, a defesa do médico disse que “ainda não houve oportunidade de apresentação de defesa no âmbito judicial” e que “o profissional nega veementemente qualquer prática irregular”.
Nota do CRM
O CRM-PR informa que está acompanhando o caso e que irá instaurar processo de sindicância para apurar o ocorrido. Caso comprovada conduta violadora das regras éticas, as sanções previstas na Lei de criação dos Conselhos de Medicina vão desde advertência confidencial, podendo chegar à cassação do exercício profissional, a depender do grau de culpa e da gravidade das consequências apuradas. Conforme estabelece o Código de Processo Ético-Profissional (Resolução CFM nº 2.306/2022), as sindicâncias e os processos ético-profissionais tramitam sob sigilo processual, garantindo às partes envolvidas os direitos constitucionais ao contraditório e à ampla defesa.
Nota CIS Amcespar
O CIS Amcespar informa que cooperou plenamente com as investigações conduzidas pela PCPR, disponibilizando todos os registros institucionais solicitados, incluindo o prontuário eletrônico pertinente. A instituição não compactua com qualquer conduta que viole a dignidade, a integridade física ou os direitos das pessoas usuárias de seus serviços. Em respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência assegurada constitucionalmente ao investigado, de igual forma a não exposição da vítima em situação depreciativa, esta instituição se abstém de antecipar juízo de valor sobre o mérito da ação penal em curso. Contudo, reafirma seu compromisso com a adoção de medidas administrativas e protocolares necessárias à garantia da segurança e do bem-estar de todos os usuários. O CIS Amcespar até o momento não foi intimado, ou citado.
Nota Fabrizzio, Camila & Eliza Sociedade de Advogados (defesa do médico)
A defesa do profissional mencionado na recente reportagem esclarece que ainda não houve oportunidade de apresentação de defesa no âmbito judicial. O profissional nega veementemente qualquer prática irregular ou conduta indevida durante a realização de exame ginecológico de rotina, destacando que sua versão dos fatos será apresentada no momento adequado, perante a Justiça. Todos os esclarecimentos serão prestados no processo judicial, que é o ambiente apropriado para análise técnica e imparcial. A defesa confia no pleno esclarecimento da verdade.
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