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Promessa de casa própria escondia golpe no Paraná; dois são presos em operação

Investigação aponta que vítimas eram atraídas por promessas de financiamento facilitado e acabavam pagando por supostas cotas de consórcio

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O que parecia ser uma oportunidade para conquistar a casa própria acabou se transformando em um suposto esquema de estelionato em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. (Foto: PCPR)

O que parecia ser uma oportunidade para conquistar a casa própria acabou se transformando em um suposto esquema de estelionato em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Dois homens, de 22 e 24 anos, foram presos em flagrante durante uma operação realizada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), em conjunto com o Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Paraná (CRECI-PR) e o Procon.

As investigações apontam que os suspeitos utilizavam um escritório localizado na Rua Bonifácio Vilela para aplicar o chamado golpe da casa própria, atraindo consumidores com promessas de financiamento facilitado, inclusive para pessoas com restrições no nome.

Segundo a Polícia Civil, o grupo se apresentava como uma empresa especializada em crédito imobiliário e promovia eventos chamados de “Feirão da Casa Nova”. Para passar credibilidade, o local era decorado com balões, banners e materiais publicitários que simulavam um empreendimento legítimo do setor imobiliário.

Feirão da Casa Nova escondia golpe em Ponta Grossa, no Paraná

As vítimas, em sua maioria pessoas de baixa renda, acreditavam estar negociando a compra de imóveis ou a aprovação de financiamentos habitacionais. Durante os atendimentos, eram convencidas a assinar contratos e realizar pagamentos por meio de transferências via PIX.

No entanto, conforme a investigação, somente após efetuarem os pagamentos os consumidores descobriam que não estavam adquirindo um imóvel nem garantindo qualquer financiamento. Em muitos casos, os contratos faziam referência a cotas de consórcio, sem que isso tivesse sido claramente informado durante a negociação.

Além da suspeita de estelionato, os investigados também são acusados de praticar crimes contra as relações de consumo e de atuar irregularmente como corretores de imóveis, sem registro profissional junto ao CRECI.

Durante a fiscalização, as equipes encontraram diversas irregularidades no estabelecimento. De acordo com a PCPR, o escritório não possuía identificação adequada, não apresentava informações claras sobre CNPJ e não disponibilizava exemplares do Código de Defesa do Consumidor para consulta dos clientes.

Os agentes também encontraram pessoas realizando atendimentos comerciais e jovens que buscavam emprego. Segundo relatos colhidos no local, eles estariam recebendo treinamento para atuar nas vendas promovidas pela empresa.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e eventuais envolvidos no esquema. Paralelamente, o Procon deverá aplicar multas administrativas ao estabelecimento, enquanto outros órgãos serão acionados para apurar possíveis irregularidades trabalhistas, de funcionamento e de licenciamento.

As autoridades ainda estudam medidas para solicitar o fechamento definitivo do escritório e a interrupção total das atividades da empresa.

A PCPR orienta que pessoas que tenham sido atendidas no local ou que se sintam prejudicadas pelo suposto golpe da casa própria procurem a 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa para registrar boletim de ocorrência. Os depoimentos poderão auxiliar no avanço das investigações e na identificação de novos suspeitos.

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