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Golpe do Pix: 5 táticas que os criminosos usam e como evitá-las

Conheça as práticas criminosas mais comuns e como passar longe delas na hora de realizar transferências.

O golpe do Pix tornou-se popular devido à ampla adesão dos brasileiros ao método de pagamento instantâneo, e os criminosos se aproveitam disso, usando táticas cada vez mais criativas para arrancar dinheiro das vítimas.

Apesar desse verdadeiro “campo minado”, existem medidas que você pode adotar para evitar ciladas e manter seu dinheiro são e salvo na conta.

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Golpes do Pix e como evitá-los

Confira a seguir cinco tipos de fraudes do Pix e o que deve ser feito para não cair nelas:

WhatsApp “clonado”

Esse tipo de crime é muito comum e faz inúmeras vítimas todos os dias. Nele, o criminoso transfere o número de celular de uma pessoa para outro aparelho e, em seguida, se passa por ela para entrar em contato com pessoas próximas.

Em outros casos, o golpista utiliza um número completamente diferente, junto com foto e informações pessoais da pessoa conhecida, alegando que “trocou de número”.

Via de regra, os estelionatários inventam histórias com tom de “emergência” para convencer a vítima a transferir dinheiro imediatamente, como supostos acidentes ou outras adversidades.

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Golpistas podem “clonar” um número de WhatsApp para aplicar golpes do Pix (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)

Para confirmar a veracidade do pedido, procure ligar para a pessoa e verificar se é realmente ela quem está enviando as mensagens. Caso haja suspeita de uso de voz simulada por inteligência artificial, faça uma chamada por vídeo ou entre em contato com alguém próximo para checar a urgência da situação.

Por fim, também é recomendável criar um “código” de confirmação, como perguntar um detalhe pessoal que apenas a pessoa que teve o número clonado saberia responder.

Golpe do Pix errado

Nesse tipo de golpe do Pix, o criminoso envia um valor para a vítima e, em seguida, entra em contato alegando que fez a transferência para o contato errado.

Depois, o golpista utiliza o recurso Mecanismo Especial de Devolução (MED), que permite o estorno do valor enviado. Ao mesmo tempo, a vítima acaba devolvendo o dinheiro por uma nova transferência, o que gera dois prejuízos para quem cai no golpe.

A principal dica de proteção nesse caso é nunca realizar a devolução por meio de uma nova transferência. O correto é utilizar a função “Devolver Pix” (ou equivalente), que retorna o valor diretamente para a conta de quem enviou.

Também é possível optar por não devolver o valor imediatamente e acionar o banco, informando que pode se tratar de uma tentativa de golpe.

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Golpe do comprovante falso

Esse golpe do Pix também é considerado um dos mais comuns e tem a pressa e o descuido como aliados. Nesse esquema, o criminoso pode apresentar um comprovante falso de transferência, geralmente editado em um momento prévio, e levar o produto sem efetuar o pagamento.

O bandido também pode realizar uma pequena compra, como uma água ou um salgado na rua, simular o pagamento via Pix e mostrar o comprovante fora do campo de visão do vendedor, que, por pressa ou excesso de confiança, pode acabar acreditando na imagem.

Por isso, sempre abra o aplicativo do banco para conferir se o valor foi realmente transferido. Fique atento também às notificações no celular, que costumam alertar quando uma transferência é realizada.

Código ou QR code falso

Se você realizar um pagamento usando código numérico ou QR Code, é fundamental verificar se os dados do destinatário realmente pertencem à pessoa ou à entidade que deve receber o dinheiro.

Golpistas podem gerar um boleto falso com os dados de outra conta e apostar na desatenção da vítima no momento da transferência, contando com a falta de conferência das informações antes da conclusão da transação. Por isso, fique atento aos dados exibidos na tela do aplicativo do banco.

Falsa central de atendimento

Esse tipo de golpe do Pix utiliza um elemento clássico da comunicação para enganar as vítimas: o telefonema. Os criminosos se passam por atendentes de banco e ligam para seus alvos informando que há problemas na conta bancária.

Para que o suposto impasse seja “resolvido”, os golpistas solicitam pagamentos via Pix para contas que simulam chaves oficiais de instituições financeiras. Bancos não utilizam ligações telefônicas nem mensagens de texto, como WhatsApp ou SMS, para realizar cobranças.

Dê preferência sempre aos canais oficiais do banco para verificar a situação da sua conta, como o aplicativo ou o teleatendimento. Evite também fornecer dados pessoais durante a conversa com o suposto atendente.

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