Investigação

Operação da PCPR mira esquema de golpe milionário no Paraná

Quadrilha é investigada por furtar cargas e causar um prejuízo de R$ 6,2 milhões

PCPR mira em quadrilha que aplicou golpe milionário em uma empresa de Maringá. Operação apreendeu lanchas, jet-skis, armas e dinheiro vivo.
PCPR apreendeu R$ 48 mil, veículos, embarcações e armas em operação (Foto: PCPR)

Uma megaoperação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrada nesta terça-feira (20) mirou uma quadrilha acusada de dar um golpe milionário em uma empresa de Maringá, no Noroeste do estado. O grupo criminoso é investigado por furto qualificado e lavagem de dinheiro, deixando um rombo calculado em mais de R$ 6,2 milhões.

Durante as buscas, os policiais apreenderam R$ 48 mil em dinheiro vivo, além de um arsenal e uma frota de veículos comerciais e de luxo. Os mandados judiciais foram cumpridos nas cidades de Maringá, Alto Paraná, Nova Esperança, Paiçandu e São Pedro do Paraná.

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Como funcionava o golpe milionário

Segundo as investigações, a fraude contava com a ajuda de funcionários corruptos da própria empresa vítima. O esquema consistia em desviar cargas de farelo de milho com a ajuda de uma transportadora terceirizada.

Os caminhões entravam vazios no pátio da empresa e eram carregados com o produto. Na hora de sair, os funcionários envolvidos no golpe manipulavam o sistema de pesagem da balança para que a retirada do material não fosse registrada.

Arsenal e bens de luxo apreendidos

O dinheiro desviado com o furto das cargas bancava uma vida de luxo, pois durante a operação desta terça-feira, a polícia confiscou quatro caminhões, três carros, um trator, três reboques e veículos de lazer, incluindo uma lancha, dois jet-skis e um quadriciclo.

Além da ostentação, a quadrilha estava fortemente armada. Os agentes recolheram três pistolas, uma espingarda calibre 12, 11 carregadores e quase 600 munições de diversos calibres.

Lavagem de dinheiro e bloqueio de contas

Para tentar garantir que a empresa lesada recupere parte do prejuízo, a Justiça determinou o bloqueio imediato de R$ 4,8 milhões nas contas bancárias dos suspeitos.

A polícia descobriu que, para lavar o dinheiro sujo, o grupo fazia transferências bancárias cruzadas, repassava veículos para o nome de “laranjas” e simulava a compra e venda de fazendas e propriedades rurais para ocultar o patrimônio.

As investigações começaram em novembro de 2025, época em que alguns membros do esquema chegaram a ser presos em flagrante. Na fase atual da operação, não houve prisões. A Polícia Civil segue apurando o caso para identificar todos os envolvidos na fraude e rastrear o restante dos bens comprados com o dinheiro do crime.

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