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Criminosos promoviam campanhas de doação falsas nas redes sociais e movimentaram cerca de R$ 10 milhões
Um grupo de golpistas que usava vídeos de inteligência artificial para promover campanhas de doação falsas, utilizando a imagem de figuras públicas como o cantor Gusttavo Lima e os padre Marcelo Rossi e Fábio de Melo, foi preso em uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta quarta-feira (28).
Ao todo, cinco pessoas foram detidas na Operação Cáritas, deflagrada por agentes da 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina). O grupo é investigado por movimentar cerca de R$ 10 milhões.
A ação cumpriu mandados de prisão preventiva, ordens de busca e apreensão e medidas judiciais para bloqueio de bens e ativos financeiros. Dois dos suspeitos foram presos em Planaltina (DF), um em Planaltina de Goiás, um em Uberlândia (MG) e um em Joinville (SC).
Durante a operação, também foram apreendidos carros de luxo e identificados ativos em criptomoedas avaliados em aproximadamente US$ 400 mil, o que equivale a R$ 2,14 milhões.
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Segundo a PCDF, o grupo promovia campanhas de doações falsas nas redes sociais, utilizando imagens de idosos, crianças e pessoas com doenças graves para sensibilizar o público.
Os golpistas utilizavam ferramentas de inteligência artificial para produzir vídeos falsos com figuras públicas, como o cantor Gusttavo Lima, o padre Marcelo Rossi e o padre Fábio de Melo, para induzir usuários a realizar pagamentos.
O grupo também utilizava representações religiosas, incluindo a de Jesus Cristo.
Os vídeos eram divulgados nas redes sociais e direcionavam o público à páginas que simulavam campanhas de doação legítimas. No entanto, o valor arrecadado era transferido para contas controladas pelos golpistas.
Os investigadores identificaram que, entre os dias 13 de outubro e 26 de novembro de 2026, o grupo recebeu 215.575 transações financeiras, que somaram R$ 9.839.087,73.
As transferências eram, em sua maioria, valores baixos, como R$ 30 e R$ 50. A polícia acredita que esse padrão pode indicar que houve um grande número de vítimas em todo o país.
A investigação também identificou uma divisão de tarefas entre os golpistas, que incluíam desenvolvimento tecnológico das fraudes, gerenciamento de redes sociais, formalização de empresas e movimentação dos recursos financeiros.
Ao todo, foram identificados mais de 230 GB de dados armazenados em contas eletrônicas, incluindo vídeos, imagens, roteiros, códigos de programação, bancos de dados e materiais usados na elaboração das campanhas de doação falsas. Cerca de 210 GB de material foram encontrados em uma única conta.
Durante a operação deflagrada nesta quarta-feira (28), a polícia apreendeu veículos de luxo e identificou ativos mantidos em carteiras de criptomoedas avaliados em aproximadamente US$ 400 mil, o que equivale a R$ 2,14 milhões.
A PCDF segue apurando o caso para identificar outras possíveis vítimas e esclarecer a participação dos investigados no grupo. Os suspeitos poderão responder pelos crimes de estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
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