Segurança
Guerra na Ucrânia: dez pessoas morrem em ataque a usina
Ao menos 10 pessoas morreram durante um ataque a uma usina de Donetsk, na região separatista de Donbass, no leste da Ucrânia, nesta terça-feira (3). A Rússia aumentou os bombardeios em regiões consideradas estratégicas.
Um avião russo foi derrubado pelas forças ucranianas e exposto nas ruas de Kiev. O objeto abatido virou uma peça do museu da guerra da cidade sobre uma história que está longe de terminar. Por outro lado, os russos continuam atacando, principalmente o leste e o sul do país, onde, segundo o Kremlin, os alvos são a infraestrutura e os depósitos de armamentos doados por outros países, que, aliás, não devem parar de chegar tão cedo. Quase metade do arsenal prometido ainda deve sair dos Estados Unidos, além do que será enviado de países europeus.
Segundo autoridades norte-americanas, a Rússia prepara a anexação de parte do leste da Ucrânia ao seu território, como fez com a região da Crimeia, em 2014.
Movimentações de governantes
Nada sugere, por enquanto, que essa guerra esteja perto do fim. Nesta terça-feira, os presidentes da França, Emmanuel Macron, e da Rússia, Vladimir Putin, falaram por mais de duas horas ao telefone. No entanto, nenhum avanço foi registrado sobre a possibilidade de cessar-fogo.
Em Londres, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, tornou-se o primeiro líder estrangeiro a discursar para o Parlamento da Ucrânia após a invasão do país. Reprovado por mais de 60% dos britânicos, Johnson tornou-se próximo do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Em seu discurso para os parlamentares da Ucrânia, ele foi aplaudido de pé, depois de afirmar que os ucranianos “explodiram o mito de que os russos têm um exército imbatível”.
Também nesta terça-feira, os ônibus com parte dos civis que estavam presos em Mariupol começaram a chegar à cidade de Zaporizhia. Mais 100 pessoas que estavam escondidas nos subsolos da siderúrgica Azovstal foram resgatadas. Apesar das ordens públicas dadas por Putin para que o complexo não fosse mais atacado, os bombardeios continuaram e se intensificaram na última tarde. Segundo o governo da Ucrânia, mais de duzentos civis permanecem no local.
Informações de SBT News