CRIME
Mulher é encontrada morta em apartamento após vizinhos desconfiarem de mensagens
MISTÉRIO
Um dia antes do desaparecimento, o jogador teria discutido com a namorada, que, segundo a família, fez ameaças e levou o celular da vítima
A Polícia Civil de São Paulo investiga o desaparecimento do jogador de futebol amador Guilherme Henrique Borges Paes, de 27 anos, que foi visto pela última vez no domingo (19), enquanto disputava uma partida na Vila Carvalho, na Zona Norte de Ribeirão Preto.
Segundo as investigações, o atleta teria sido abordado por pelo menos cinco homens que chegaram ao campo em um carro preto. Testemunhas relataram que ele foi colocado à força no veículo e levado do local. Desde então, Guilherme não foi mais visto.
Diante do desaparecimento, a família registrou um boletim de ocorrência por desaparecimento, sequestro e cárcere privado. A Delegacia de Investigações Criminais (Deic) instaurou um inquérito para esclarecer o caso.
Uma das hipóteses investigadas surgiu após a circulação de informações nas redes sociais indicando que o jogador poderia ter sido alvo de um chamado “tribunal do crime”, prática criminosa em que integrantes de facções impõem punições próprias a pessoas acusadas de violar regras estabelecidas pelo grupo.
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Apesar da repercussão, a Polícia Civil afirma que, até o momento, não há elementos que confirmem essa versão. Os investigadores trabalham para verificar a origem e a autenticidade das informações divulgadas na internet antes de qualquer conclusão.
De acordo com o boletim de ocorrência, um dia antes de desaparecer, Guilherme Henrique Borges Paes teria discutido com a namorada na residência onde mora com a mãe.
Após a discussão, a mulher teria deixado o imóvel levando o celular do jogador e uma quantia em dinheiro que estava junto ao aparelho. Ainda conforme o registro policial, quando a mãe de Guilherme tentou entrar em contato pelo telefone, recebeu ameaças de morte. Segundo o relato, a mulher também teria afirmado que mataria o jogador.
No dia seguinte, ela voltou à casa procurando por Guilherme e foi informada de que ele participava de uma partida de futebol.
A Polícia Civil informou que uma das maiores dificuldades para esclarecer o caso é a falta de imagens de segurança. O campo onde Guilherme jogava não possui câmeras de monitoramento, o que limita a identificação do veículo e dos suspeitos.
Além disso, segundo os investigadores, poucas testemunhas têm colaborado com informações sobre o ocorrido.
A polícia pede que qualquer pessoa que tenha informações sobre o paradeiro de Guilherme ou sobre o grupo que o levou procure as autoridades.
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