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Relatório divulgado pelo Cenipa reúne fatores que podem ter contribuído com a tragédia; investigação segue aberta
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) divulgou, nesta quinta-feira (22), um relatório preliminar sobre o acidente de helicóptero que matou o cantor Rick, da dupla Rick e Renner, e outras quatro pessoas na Serra Catarinense, em setembro deste ano.
Segundo o Cenipa, a aeronave já havia apresentado falhas intermitentes nos geradores de energia. Os defeitos elétricos costumavam acontecer em momentos de exposição à umidade, como em voos realizados sob chuva ou no interior de nuvens densas.
Apesar do histórico, os investigadores destacam que o relatório não apresenta uma causa definitiva para a queda. O Cenipa analisa se estes problemas tiveram ligação direta com o acidente.
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Os investigadores identificaram relatos de falhas no sistema do piloto automático, mecanismo que ajuda a conduzir o helicóptero sem comandos manuais. De acordo com os depoimentos, o sistema desligou sozinho no ar algumas vezes, mas os pilotos conseguiram controlar a situação e reiniciar o sistema.
A aeronave também possuía um histórico de vibração no rotor principal, que é o conjunto de hélices localizado na parte superior do helicóptero.
Em março de 2026, o veículo passou por um pouso de emergência na cidade de Ibiaçá, no Rio Grande do Sul, por conta de uma trepidação intensa durante a viagem. Após uma inspeção visual, o helicóptero seguiu voos e passou por reparos nos amortecedores do rotor. A trepidação não se repetiu.
Uma nova checagem foi feita em agosto de 2026, que confirmou que os níveis de vibração estavam dentro dos padrões exigidos pelos manuais de segurança.
Os dados divulgados pelo Cenipa apontam para uma grande diferença de experiência entre o piloto e o copiloto do helicóptero.
Antônio Roberto Nóbrega de Araújo, piloto responsável, tinha mais de 11,3 mil horas de voo em helicópteros e contava com autorização regular para realizar voos por instrumentos — quando não há visibilidade e o piloto se guia apenas pelas telas e aparelhos de bordo.
O copilto Leopoldo Barros Teixeira, por outro lado, somava 137 horas totais de voo e não possuía habilitação técnica para operar guiado somente por instrumentos.
Segundo o relatório, aquela era a primeira vez que Leopoldo conduzia aquele modelo de aeronave. Ele foi contratado exclusivamente para aquela viagem, como substituto temporário para o copiloto que normalmente viajava com o grupo.
O Cenipa destaca que a investigação sobre o acidente de helicóptero que matou o cantor Rick segue aberta e que nenhuma hipótese foi abandonada.
Os peritos seguem analisando as possibilidades e testando peças da aeronave. De acordo com o órgão, a apuração envolve fatores materiais, operacionais e humanos. O trabalho segue até produção de um laudo conclusivo que apontará todos os fatores que contribuíram para a tragédia.
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