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A família enfrenta dificuldades para obter informações e organizar o translado do corpo
O brasileiro Hendrick Lima Gonçalves, de 22 anos, morreu durante uma missão militar na linha de frente da guerra na Ucrânia. Natural de Tucuruí, no sudeste do Pará, o jovem teve a morte confirmada à família no último fim de semana, após participar de confrontos armados no país.
Antes de viajar para o leste europeu, Hendrick serviu no Exército Brasileiro, onde integrou o 23° Esquadrão de Cavalaria de Selva, sediado em sua cidade natal. Após deixar as Forças Armadas, ele foi para o exterior e passou a publicar nas redes sociais registros de treinamentos e da rotina militar.
As circunstâncias da morte e o local exato em que o jovem foi atingido ainda não foram esclarecidos pelas autoridades militares estrangeiras.
A família enfrenta dificuldades para obter informações e organizar o translado do corpo para o Pará. Segundo os parentes, a intensidade dos confrontos na região dificulta o reconhecimento e a liberação dos restos mortais. Até o momento, não há previsão para o retorno.
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Amigos e familiares também buscam apoio para custear os procedimentos burocráticos e logísticos necessários para trazer o corpo ao Brasil.
O Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha a situação por meio da Embaixada do Brasil em Kiev, capital da Ucrânia, e que está disponível para prestar assistência consular aos familiares de Hendrick Lima Gonçalves.
O órgão esclareceu que o atendimento consular depende de solicitação formal da família. Já os custos do translado de brasileiros mortos no exterior não são cobertos pelo governo federal, ficando sob responsabilidade dos parentes ou de eventuais seguros privados.
O Itamaraty também mantém alertas para que brasileiros não viajem à Ucrânia como voluntários ou civis em áreas de conflito, diante dos riscos à segurança.
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