grave
Homem que mostrava as partes íntimas para mulheres é espancado e preso
Venda proibida
Prisão em flagrante aconteceu em Ponta Grossa após uma denúncia anônima.
Um homem, de 36 anos, foi preso em flagrante por venda ilegal de injeções emagrecedoras de procedência não comprovada. A operação aconteceu na manhã de terça-feira (6), em Ponta Grossa, nos Campos Gerais.
De acordo com a Polícia Civil do Paraná (PCPR), a ação é resultado de uma investigação que teve início após uma denúncia anônima informar que o suspeito utilizava um perfil nas redes sociais para anunciar a venda dos medicamentos da classe dos agonistas GLP-1. Essas injeções são conhecidas por auxiliar na redução dos níveis de açúcar no sangue e, consequentemente, contribuir com a perda de peso.
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Durante a diligência, foram encontrados e apreendidos um frasco do medicamento Tirzec 15 e cinco seringas para aplicação, além de um aparelho celular utilizado nas negociações. Os produtos estavam armazenados na geladeira do imóvel.
Conforme apontam as investigações, o suspeito divulgava os produtos por meio de postagens temporárias, nas quais exibia tabelas de preços, imagens de grande quantidade de medicamentos e frases que garantiam a eficácia dos produtos.
“Ele também disponibilizava número de telefone para que interessados fizessem pedidos via aplicativo de mensagens, anunciando entregas em domicílio. As postagens incluíam mensagens como “reposição de estoque” e imagens de valores em dinheiro, caracterizando atividade comercial organizada e habitual”, afirma o delegado da PCPR Derick Moura.
Entre os produtos comercializados estariam TG, Lipoless, Tirzec 15 e similares, todos proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Conforme a corporação, o homem foi interrogado e confessou a prática do comércio ilegal. Ele alegou que buscava as injeções emagrecedoras no Paraguai e que já teria vendido todo o estoque, restando apenas o frasco apreendido.
O suspeito foi encaminhado ao sistema penitenciário e o material apreendido foi encaminhado para perícia técnica.
De acordo com a PCPR, o homem deve responder pelos crimes de vender, expor à venda, ter em depósito para vender, distribuir e entregar a consumo produto de procedência ignorada sem registro, quando exigível, no órgão de vigilância sanitária competente. A pena prevista varia de 10 a 15 anos de reclusão, além de multa.
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