Segurança

Homem que matou esposa tinha ‘enforca gato’ para amarrar mulher

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Roupas usadas na hora do crime estavam manchadas de sangue

O homem que matou a própria esposa em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, tinha uma série de lacres plásticos que a polícia acredita terem sido usados para amarrar a mulher.

Popularmente conhecidos como ‘enforca gato’, os materiais foram encontrados na casa onde o crime aconteceu, no bairro Weissópolis.

Além disso, uma câmera de segurança foi instalada no local e, conforme os agentes que estiveram no local, existe a suspeita de que ele também monitorava a mulher enquanto estava fora de casa.

As declarações foram dadas por policiais que atenderam à ocorrência ao repórter cinematográfico Marcel Mercúrio, da Rede Massa | SBT.

O ciúme doentio pode ser uma das explicações para o feminicídio em Pinhais ocorrido na manhã desta sexta-feira (9) e que causou grande comoção na cidade.

O autor do crime também já tinha histórico de violência doméstica. Há cinco anos, uma ex-namorada dele havia pedido medida protetiva com medo do homem – a decisão judicial foi descumprida, segundo a polícia informou no local do crime.

Homem que matou esposa foi preso em Morretes

A mulher foi atacada com pelo menos 20 golpes de facão, tentou fugir, mas caiu sem vida no meio da rua. O autor do crime tentou fugir em direção ao Litoral do Paraná, mas foi preso em flagrante em Morretes pela Polícia Militar.

De acordo com o aspirante Diogo dos Santos Andrade, o homem confessou ter matado a esposa a facadas e disse que foi para o Litoral por “estava sem rumo”. O assassino não soube explicar a motivação para o crime e, depois de ser preso, foi transferido para Pinhais.

No carro da família, usado pelo homem para fugir depois de matar a esposa, os policiais encontraram dois aparelhos celulares sujos de sangue e as roupas que o homem usava no momento do crime, também manchados de sangue.

Foto: Reprodução/PM

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso e deve ouvir amigos e familiares da vítima e do autor para tentar entender a dinâmica do crime.