Segurança
Homem que sofria com alcoolismo é achado morto e vítima pode ser filho de ex-jogador
Policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) vão investigar a morte de um homem, de 56 anos, que foi encontrado atrás de um restaurante desativado, na Avenida Presidente Getúlio Vargas, no bairro Rebouças, em Curitiba. O local, onde a vítima foi achada, na manhã desta quinta-feira (8), estava completamente revirado e com indícios que levam a um crime de assassinato.
José Roberto Araújo recebia ajuda dos proprietários do imóvel, que precisaram fechar o comércio por conta da pandemia. Araújo estava vivendo em um pequeno cômodo atrás do restaurante, próximo ao Quartel da PM. Vizinhos relataram à polícia que ele era uma pessoa do bem, mas que consumia bebida alcoólica frequentemente pela região.

Revelações feitas por moradores também apontam que a vítima estaria recebendo ameaças de morte nos últimos dias, o que pode indicar um crime de vingança. “Ele vivia machucado, com o olho roxo e braço quebrado. Falava que tinha um homem com uma faca, dentro de um carro, querendo matá-lo.”, relatou um colega da vítima, em entrevista à Rede Massa.
Imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas pela polícia para tentar identificar o suspeito, que avisou a vizinhança sobre o crime. Conforme a DHPP, o usuário de drogas está sendo procurado.
“Há indícios da prática de um assassinato. No local, encontramos facas com marcas de sangue e lesões na barriga da vítima. Três facas foram encaminhadas à perícia para identificar eventuais marcas digitais. Recebemos informações sobre um suspeito e estamos à procura dele”, disse o delegado, Tito Barichello.

O corpo do homem foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba.
Filho de ex-jogador
Informações de moradores repassadas à Rede Massa apontam que José Roberto Araújo era filho do ex-atacante, Zé Roberto, que foi ídolo do Coritiba e do Athletico.
Além de atuar pela dupla da capital paranaense, Zé Roberto vestiu a camisa da seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964.
As investigações continuam para descobrir a paternidade e também a motivação e autoria do crime.