VIOLÊNCIA

Filho expõe histórico de violência após pai tentar matar a mãe

Segundo o filho, as agressões contra a mãe aconteciam desde que ele era criança

Homem tenta matar mulher
Um homem foi preso suspeito de tentar matar a companheira. (Reprodução/Redes sociais)

A Justiça do Maranhão manteve a prisão preventiva do suspeito de tentar matar a companheira em Governador Eugênio Barros, após o caso ganhar repercussão por meio de um relato publicado nas redes sociais pelo filho do casal.

O estudante de Direito Thalysson Santana, de 20 anos, afirmou que conviveu com episódios de violência doméstica desde a infância. O suspeito, identificado como Thonizete Santana da Silva, foi preso no sábado (1º) e passou por audiência de custódia por videoconferência na segunda-feira (3).

A Justiça determinou que ele permanecesse detido na Delegacia Regional de Presidente Dutra.

Filho relata histórico de agressões desde a infância

Segundo Thalysson, as agressões contra a mãe aconteciam desde que ele era criança. Na adolescência, os episódios deixaram de ocorrer na sua frente, mas, conforme o estudante, continuaram quando a vítima estava sozinha com o companheiro.

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O jovem contou que se mudou para Teresina em 2024 para estudar e trabalhar. A partir desse período, disse que a mãe e a irmã passaram a esconder os novos episódios de violência para que ele não abandonasse os estudos nem o emprego.

De acordo com o relato, ele só descobriu a dimensão da situação em novembro do ano passado, quando voltou a receber informações sobre as agressões.

Homem tentou matar a mulher e foi denunciado pelo filho

No sábado, enquanto participava de uma festa da faculdade, Thalysson recebeu uma mensagem da irmã informando que a mãe estava sendo agredida novamente. Após entrar em contato com a avó e confirmar o que acontecia, o estudante acionou a polícia.

Segundo ele, os policiais do município estavam na Delegacia Regional de Presidente Dutra registrando outra ocorrência. Diante da situação, equipes realizaram a prisão do suspeito.

Suspeito já havia sido preso anteriormente

Ainda conforme o estudante, o pai já havia sido preso em outra ocasião por agredir a companheira, mas acabou liberado no dia seguinte.

Após a audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (3), a Justiça do Maranhão decidiu manter a prisão preventiva dele, que segue detido enquanto o caso é investigado.

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