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O autor dos disparos teria sacado a arma para defender a enteada de um assalto, mas a ação terminou com a morte de Maria Aparecida Barbosa
Uma idosa de 70 anos foi morta com um tiro na cabeça durante uma perseguição em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Maria Aparecida Barbosa, conhecida como Cidinha, estava dentro de um carro quando foi atingida por um homem que tentava acertar o suspeito de ter esfaqueado a enteada dele, de 18 anos, momentos antes.
O caso aconteceu na manhã de quinta-feira (24), no bairro Nova Michigan. Maria Aparecida tinha Alzheimer e havia acabado de sair de uma aula de dança em um projeto social para idosos quando foi baleada. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu.
O homem apontado pela Polícia Civil como responsável pelo disparo se apresentou à polícia na sexta-feira (25), entregou a arma e prestou depoimento. Segundo o g1, ele é Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e vai responder em liberdade por homicídio doloso.
Segundo a investigação, a sequência que terminou com a idosa morta em São José dos Campos começou em uma adega localizada na Avenida Tancredo Neves.
Allan Silva de Lima teria atacado uma funcionária de 18 anos com uma faca. A jovem foi atingida no pescoço e na barriga.
De acordo com o g1, o homem que posteriormente efetuou os disparos é padrasto da jovem. Após o ataque, Allan fugiu correndo e passou a ser perseguido pelo padrasto da vítima.
Imagens de câmeras de segurança obtidas pelo g1 mostram parte da sequência. Em determinado momento, são ouvidos dois disparos. Cerca de 18 segundos depois, um terceiro barulho semelhante a um tiro é registrado.
Foi durante a perseguição que Maria Aparecida acabou atingida.
Maria Aparecida não tinha relação com a ocorrência envolvendo a jovem. A idosa havia acabado de sair de uma aula de dança em um projeto social e estava acompanhada de uma cuidadora. Ela já estava sentada no banco do passageiro de um carro quando foi atingida na cabeça.
Maria Aparecida foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Novo Horizonte, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo informações obtidas pelo g1, a vítima tinha Alzheimer e participava de atividades voltadas a idosos.
A Polícia Civil aponta que Maria Aparecida não era o alvo dos disparos.
O delegado Régis Germano, responsável pela investigação, afirmou ao g1 que o homem pretendia atingir Allan, apontado como responsável pelo ataque contra a enteada, mas errou o disparo e acertou a idosa.
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Para a investigação, o caso é tratado como um erro de execução, situação em que o autor pretende atingir uma pessoa, mas acaba acertando outra.
Depois dos disparos, o homem retornou à região da adega e deixou o local em uma caminhonete preta, segundo as imagens analisadas pela polícia.
O homem apontado como autor dos disparos se apresentou à Polícia Civil na sexta-feira (25), um dia depois da morte da idosa.
Ele entregou a arma utilizada e prestou depoimento. Conforme o g1, o homem possui registro como CAC e a arma é registrada.
O investigado vai responder por homicídio doloso, mas permanece em liberdade.
O delegado responsável pelo caso explicou ao g1 que o homem não estava mais em situação de flagrante quando se apresentou e que, naquele momento, não havia elementos que justificassem um pedido de prisão temporária ou preventiva.
A defesa do atirador afirmou ao g1 que o homem agiu sob forte emoção após a enteada ser esfaqueada e sustenta que ele teria agido em legítima defesa da jovem.
O advogado também alegou que o homem não percebeu a presença de pedestres na região quando efetuou os disparos.
A defesa lamentou a morte de Maria Aparecida, manifestou solidariedade à família e afirmou que o investigado está à disposição das autoridades.
A alegação de legítima defesa apresentada pela defesa será analisada no decorrer da investigação.
Allan Silva de Lima tentou fugir depois do ataque contra a jovem de 18 anos, mas foi contido por moradores.
Ele ficou ferido e precisou ser levado para atendimento médico sob escolta policial. Segundo a investigação, Allan foi indiciado pelo ataque contra a funcionária da adega.
A jovem passou por cirurgia e permanecia internada, conforme as informações divulgadas pelo g1 na sexta-feira.
Maria Aparecida Barbosa era conhecida como Cidinha e mantinha uma rotina de atividades apesar do diagnóstico de Alzheimer. Pouco antes de ser morta, ela havia participado de uma aula de dança.
Ao g1, o filho da vítima, Waldir Gaioso, contou que a mãe vivia um bom momento antes do crime e afirmou que a família espera por justiça.
A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias dos disparos e do ataque contra a jovem.
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