Tragédia

Idoso com Alzheimer mata esposa e depois tira a própria vida

Declínio mental de David Hoskins por conta da doença é tido como principal motivo para o crime

idoso mata esposa
Foto: Pexels

Uma tragédia familiar chocou a pacata vila de Milton, próxima a Abingdon, em Oxfordshire, na Inglaterra. David Hoskins, um engenheiro aposentado de 80 anos, matou sua esposa, Zena Hoskins, de 77 anos, antes de tirar a própria vida na garagem da residência do casal.

O caso, que veio à tona durante um inquérito judicial recente, revela os desdobramentos devastadores de um diagnóstico de Alzheimer e o impacto da deterioração mental na dinâmica de um relacionamento de longa data.

Zena, que era uma figura respeitada na comunidade e ex-presidente do conselho paroquial, foi encontrada sem vida em sua cama com ferimentos traumáticos graves na cabeça, um desfecho que o legista Darren Salter descreveu como um “caso trágico” de homicídio seguido de suicídio.

Investigação aponta ataque sem chances de defesa

De acordo com os detalhes apresentados no tribunal, a perícia técnica conduzida pelo patologista forense Dr. Brett Lockyer indicou que Zena Hoskins sofreu pelo menos quatro golpes contundentes no crânio, resultando em uma fratura complexa.

O especialista afirmou que não havia evidências de que a vítima tenha tentado lutar ou se defender, sugerindo que ela foi atacada enquanto dormia. A análise indica que Zena provavelmente ficou inconsciente logo após o primeiro golpe, não tendo ciência dos ataques subsequentes.

O inquérito também confirmou que não havia sinais de arrombamento na propriedade, reforçando a tese de que a violência partiu de dentro do próprio lar, em um momento de extrema vulnerabilidade para a idosa que havia acabado de se aposentar de suas funções públicas.

Declínio cognitivo e o peso da doença

O histórico médico de David Hoskins foi um ponto central nas discussões do inquérito. Diagnosticado com comprometimento cognitivo leve em 2022 e, posteriormente, com uma forma não especificada de demência em 2024, David vinha enfrentando um declínio acentuado em suas faculdades mentais.

Embora não tivesse histórico prévio de comportamento violento, o tribunal ouviu que a degradação de sua saúde colocou uma pressão imensa sobre o casamento. No período que antecedeu a tragédia, o idoso estava fazendo uso de medicamentos como donepezila, para retardar os sintomas da demência, e sertralina.

Conclusão do inquérito

A última vez que o casal foi visto com vida foi em 12 de setembro, quando receberam os netos para um jantar em família. Após o encontro, o silêncio da residência preocupou os familiares, levando à descoberta dos corpos no dia 15 de setembro.

O legista concluiu que as mortes provavelmente ocorreram entre a noite do dia 12 e as primeiras horas do dia 13 de setembro. Um detalhe crucial para definir esse horário foi o fato de Zena não ter tomado sua medicação matinal no dia 13, algo que ela fazia de forma rigorosa.

Para conferir mais notícias relacionadas, acesse as últimas publicadas no portal Massa.com.br.