CRIME
Homem é executado com cerca de 20 tiros após ser retirado de bar
DENÚNCIA
Márcio Talaska jogou o carro de propósito no Rio Paraná, provocando o afogamento das vítimas, segundo o MPPR
O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou Márcio Talaska, de 39 anos, pelas mortes da esposa, Iria Djanira Roman Costa Talaska, de 36 anos, e da filha do casal, Maria Laura Roman Talaska, de 3 anos. As duas morreram afogadas no dia 2 de maio, em Porto Rico, no noroeste do estado.
De acordo com o MPPR, o suspeito jogou o carro de propósito no Rio Paraná, provocando o afogamento das vítimas.
Além da acusação de feminicídio pela morte da esposa, o MP também enquadrou o caso como vicaricídio em relação à filha. A tipificação é aplicada quando uma criança ou pessoa sob os cuidados de uma mulher é vítima de violência com o objetivo de causar sofrimento a ela. Segundo os investigadores, havia a possibilidade de que apenas a menina morresse, o que reforçou o entendimento sobre a intenção criminosa.
As apurações apontaram que o casal participou de uma confraternização familiar horas antes da tragédia. Durante o encontro, teria ocorrido um clima de tensão após a escolha de uma música relacionada à traição, situação que passou a ser considerada uma das possíveis motivações para o crime.
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No decorrer das investigações, a Polícia Civil identificou inconsistências no depoimento do suspeito. Inicialmente, ele afirmou que Iria Djanira Roman Costa Talaska dirigia o carro e que o veículo teria se perdido no trajeto. No entanto, imagens de câmeras de segurança mostraram que era ele quem estava ao volante.
Os registros também indicaram que o automóvel percorreu um trajeto sem desvios até chegar à margem do rio. Segundo a polícia, o motorista conduziu o veículo por cerca de oito minutos antes de acessar uma rampa e entrar na água.
Perícias realizadas no carro descartaram falhas mecânicas que pudessem justificar o ocorrido. Os investigadores também não encontraram indícios de que o suspeito estivesse desorientado durante o percurso.
Outro ponto destacado pela investigação foi o comportamento do homem após o veículo ficar submerso. Conforme relatos colhidos pela polícia, ele conseguiu sair do carro e nadar até a margem antes de pedir ajuda. Um pescador que presenciou a cena afirmou que o suspeito demonstrou habilidade ao nadar e somente depois passou a solicitar socorro.
Ao longo da investigação, 11 pessoas foram ouvidas. Márcio Talaska está preso preventivamente desde o dia 8 de maio. Agora, caberá à Justiça analisar a denúncia e decidir se ele se tornará réu no processo.
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