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Suspeito de matar sogro declara que agiu para defender filha: “Ele ia destruir minha família”

O suspeito também declarou que pretende localizar a arma utilizada no crime e apresentá-la às autoridades

José Rildo Graciano
O principal suspeito do crime, Márcio Lopes, se apresentou à delegacia nesta terça-feira (21). (Reprodução/Rede Massa)

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) investiga a morte de José Rildo Graciano, de 56 anos, assassinado a tiros na tarde de sábado (18), no bairro Cachoeira, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

O principal suspeito do crime, Márcio Lopes, se apresentou à delegacia nesta terça-feira (21) e prestou depoimento. Ele estava foragido desde a data do homicídio.

Segundo a investigação, o assassinato aconteceu após uma discussão entre a vítima e o suspeito. De acordo com o delegado Fábio Machado, da PCPR, José teria retornado para a residência onde morava com a companheira após passar o dia ingerindo bebidas alcoólicas e se envolver em uma confusão em um bar da região.

“Foi uma discussão entre a vítima e o autor. Ele estava batendo e gritando com a filha do autor dos fatos, que estava na residência, e o autor chega, começa uma discussão e logo na sequência dispara contra a vítima”, explicou o delegado.

Suspeito relata ameaças e diz que tentou proteger a filha

Márcio Lopes afirmou, com exclusividade à Rede Massa | SBT, que teria agido para proteger a filha e a sogra. Segundo ele, José teria tentado invadir a residência e feito ameaças contra a família. “Ele falou que ia pegar a minha família, minhas filhas que estavam dentro de casa, e que naquele dia ele ia destruir a minha família”, relatou.

O suspeito também contou que recebeu uma ligação da filha de 13 anos pedindo ajuda durante a confusão. “A minha filha de 13 anos me ligou chorando, desesperada, falando que era para eu ir lá acudir ela porque ele estava tentando entrar”, afirmou.

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Segundo Márcio, ele acreditava que José tentava entrar na casa porque imaginava que a sogra dele estivesse no imóvel. “Ele ia dar um fim na minha família aquele dia. Eu senti nos gestos dele e no que ele falava”, declarou.

O suspeito afirmou ainda que pretende recuperar a arma utilizada no crime e entregá-la às autoridades.

Vítima foi morta com dois tiros

Conforme a Polícia Civil, José Rildo tinha histórico de violência doméstica. A vítima morava com uma mulher que é mãe da esposa de Márcio Lopes. Segundo a polícia, a relação entre os envolvidos seria semelhante à de sogro e genro, apesar de não existir parentesco direto.

O crime aconteceu na Rua Santa Cruz, no bairro Cachoeira. Após serem acionadas para atender uma ocorrência de disparos de arma de fogo, equipes da Polícia Militar encontraram José morto no local.

A vítima apresentava pelo menos dois ferimentos causados por tiros. Conforme a investigação, após os disparos, Márcio teria fugido em um veículo Peugeot de cor prata.

José Rildo Graciano trabalhava como pintor automotivo. O sepultamento foi realizado no domingo (19), em São José dos Pinhais. A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer as circunstâncias do crime e a dinâmica da discussão que terminou com a morte da vítima.

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