Rastro de horror

Jovem é encontrada degolada no mesmo dia em que o marido morreu em acidente

Irmão de Sara Letícia foi até a casa da vítima para avisar sobre a morte do cunhado em um acidente de trânsito, e encontrou o corpo da irmã já sem vida

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Polícia de Itapetininga investiga o caso como provável feminicídio seguido de suicídio premeditado (Foto: Reprodução/Redes sociais)

A Polícia Civil investiga a morte de um casal que perdeu a vida no mesmo dia. Sara Letícia Antunes Oliveira Rodrigues, de 25 anos, foi encontrada degolada dentro da casa onde morava, em Itapetininga (SP). Poucas horas antes, o marido dela, Diego da Silva Rodrigues, de 35 anos, havia morrido após colidir o carro frontalmente contra uma carreta. A principal linha da investigação aponta para um crime de feminicídio seguido de suicídio premeditado.

O caso ganhou detalhes ainda mais dramáticos devido à forma como o corpo da jovem foi encontrado. O irmão de Sara foi até a residência da família na manhã de terça-feira com o objetivo de avisar a irmã que Diego havia falecido em um acidente de trânsito na Rodovia Raposo Tavares (SP-270). Ao entrar no imóvel, no entanto, o rapaz se deparou com o corpo da irmã com múltiplos sinais de golpes de faca na região do pescoço.

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Documentos da separação estavam dentro de bolsa

As investigações avançaram após as equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) investigarem a cena do crime e, segundo o delegado Luiz Henrique Nunes, foram localizados documentos que comprovam que o casal estava prestes a se separar.

“Existe essa notícia de que eles iriam assinar o divórcio. Tanto que em uma bolsinha dela separada estavam certidão de casamento, certidão do filho, documentos aparentemente reservados para serem levados a esse divórcio. Uma das possibilidades que nos norteiam é de que ele não aceitava o final do relacionamento e acaba por cometer este crime contra a ex-esposa”, detalhou o delegado.

O casal tinha um filho de apenas um ano de idade, e a polícia acredita que o bebê estava dentro da residência no momento em que a mãe foi assassinada. De acordo com o histórico reconstituído pelos agentes, logo após cometer o feminicídio, Diego limpou-se, pegou o filho e o levou até a casa da avó paterna, deixando ele sob os cuidados da mãe dele antes de fugir em alta velocidade.

Motorista de carreta relatou manobra intencional na rodovia

Após deixar a criança, Diego seguiu com seu veículo em direção à Rodovia Raposo Tavares. No quilômetro 185, ele invadiu repentinamente a pista contrária e colidiu de frente com uma carreta. Imagens registradas por motoristas que passavam pelo trecho logo após a colisão mostram que o automóvel de Diego ficou completamente pulverizado com a força do impacto. O caminhoneiro não sofreu ferimentos.

Em depoimento à Polícia Civil, o motorista do caminhão reforçou a tese de que o acidente foi provocado de forma deliberada para encobrir o crime anterior e tirar a própria vida.

“O caminhão ficou bem estragado. Chamou muito a atenção o fato de que aqui, no Plantão Policial, o caminhoneiro dizia a todo momento que aquela pessoa havia interceptado a trajetória, havia entrado na frente do caminhão”, aponta o delegado Luiz Henrique.

A DIG de Itapetininga efetuou a apreensão do telefone celular de Diego e a certidão de casamento do casal para análise de mensagens de texto e possíveis ameaças anteriores. As autoridades agora aguardam a conclusão dos laudos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico-Legal (IML) para anexar ao inquérito e concluir o caso.

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