Segurança

Justiça condena homem a mais de 59 anos de prisão por abusar de duas crianças

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Foto: Divulgação/EBC

A partir de denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR), a Justiça condenou a 59 anos, quatro meses e 22 dias de prisão um homem acusado de abusar sexualmente de crianças em Curitiba. por cometer abusos contra diversas crianças, mantendo ainda relação de confiança com as famílias das vítimas. O MPPR foi notificado nesta sexta-feira (25) da decisão judicial que trata de duas dessas crianças.

Conforme a ação penal, o denunciado era uma pessoa conhecida na comunidade em que morava, no bairro Cajuru, como alguém que prestava auxílio a famílias mais vulneráveis, sendo padrinho afetivo de diversas crianças e adolescentes na região.

Ele apadrinhava meninos e meninas em situação de risco e que passaram por acolhimentos institucionais, fornecendo auxílio material a suas famílias e doando roupas e brinquedos, buscando assim obter a confiança das vítimas para cometer os crimes de abuso sexual.

Omissão de proteção

A mãe das duas crianças também foi condenada a pena de 40 anos, sete meses e 12 dias, uma vez que as apurações demonstraram que ela tinha pleno conhecimento dos abusos sexuais cometidos, já que as próprias vítimas tinha contado a ela. Além disso, mesmo após ter sido alertada, inclusive pelos órgãos de proteção, ela continuou permitindo o contato das vítimas com o abusador.

A condenação considerou os crimes de estupro de vulnerável contra as duas vítimas, além de promover o acesso das vítimas a material contendo pornografia, com o objetivo de praticar atos libidinosos com elas.

Preso desde setembro do ano passado após operação deflagrada pelo MPPR e pelo Nucria, o agressor cumprirá a pena em regime fechado. A mãe das vítimas poderá recorrer em liberdade.

Ele foi investigado pela 1ª Promotoria de Justiça de Infrações Penais Contra Crianças, Adolescentes e Idosos da capital, em conjunto com o Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) da Polícia Civil. A sentença foi proferida pela Vara de Infrações Penais contra Crianças, Adolescentes e Idosos de Curitiba no dia 16 de março. Mais processos, relacionados a outras vítimas, seguem em apuração ou tramitação, sob sigilo, na Justiça.