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Falta de provas
Decisão aponta falta de indícios contra dupla; organizadora e instrutores viram réus por tragédia que matou jovem de 21 anos
Os desdobramentos da tragédia que chocou o país ganharam novos capítulos na Promotoria de Justiça de Limeira, no interior de São Paulo. A Justiça determinou a soltura de dois dos seis suspeitos que haviam sido presos temporariamente pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem perdeu a vida no dia 13 de junho após ser lançada de uma ponte sem estar conectada às cordas de segurança durante um salto de rope jump.
A liberdade foi concedida para João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, que cumpriam prisão desde 20 de junho. Na decisão, A Justiça acatou o entendimento de que os elementos probatórios colhidos pela Polícia Civil ao longo do inquérito não evidenciaram indícios suficientes de autoria ou participação direta da dupla na execução do salto fatal. Com isso, ambos deixaram de ser indiciados no relatório policial.
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Por outro lado, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) ofereceu denúncia formal contra outras quatro pessoas envolvidas na operação da atividade. Passam à condição de réus os instrutores Luís Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, além da organizadora do evento, Evelyne Dos Santos Gonçalves.
De acordo com a denúncia, as condutas dos acusados serão julgadas sob a ótica do homicídio com dolo eventual qualificado (quando se assume conscientemente o risco de matar):
A Justiça detalhou no processo que o grupo operava o negócio de esportes radicais de forma totalmente clandestina, sem possuir uma empresa formalizada, CNPJ ou alvarás de autorização municipal. Os promotores destacaram que os denunciados atuavam sem uma divisão clara de responsabilidades técnicas, agindo com ganância ao priorizar o retorno financeiro e o engajamento de vídeos nas redes sociais em detrimento da vida dos participantes.
O Ministério Público solicitou à Justiça a conversão das prisões em preventivas (por tempo indeterminado) para os três instrutores e para a organizadora. Além disso, em caso de futura condenação pelo Tribunal do Júri, foi estipulado um pedido de indenização por danos morais e materiais de, no mínimo, R$ 200 mil em favor dos familiares da estudante.
O acidente ocorreu na manhã do dia 13 de junho na estrutura desativada conhecida como Ponte do Esqueleto, um ponto turístico com cerca de 40 metros de altura localizado no município de Limeira.
Imagens gravadas por testemunhas na data mostraram Maria Eduarda sendo conduzida pelos três instrutores até a borda da plataforma. Confiando na equipe, ela foi arremessada de cabeça na modalidade aérea conhecida como “aviãozinho”. Como a corda de suspensão elástica não havia sido amarrada ao seu corpo, a jovem despencou em queda livre contra o solo, morrendo antes da chegada das equipes médicas de socorro.
Veja o vídeo do momento da tragédia:
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