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BRUTALIDADE
Um homem de 30 anos teria invadido a casa e esfaqueado a vítima
A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte de Kênia Santos, de 37 anos, encontrada sem vida dentro de casa na madrugada deste domingo (7), em Perobal, no Noroeste do Paraná.
A perícia localizou duas lâminas de faca cravadas na região do pescoço da vítima. A ocorrência teve início após a Polícia Militar (PM) ser acionada pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Perobal. No local, um homem de 26 anos buscava ajuda para socorrer a mulher, afirmando que ela havia sido esfaqueada dentro da casa onde moravam.
Segundo o relato apresentado aos policiais, ele e Kênia consumiam bebida alcoólica na sala da casa quando um homem de 30 anos teria invadido o imóvel armado com uma faca e iniciado o ataque. O homem afirmou que tentou impedir as agressões e entrou em luta corporal com o invasor, mas não conseguiu evitar que a mulher fosse atingida. Após o crime, o suspeito teria fugido.
No entanto, a versão passou a ser questionada ainda durante os primeiros levantamentos. De acordo com a PM, o homem de 26 anos não apresentava ferimentos ou marcas aparentes que indicassem uma luta corporal recente.
Ao chegarem à residência, os policiais encontraram Kênia Santos caída no chão de um dos quartos, já sem sinais vitais. O corpo estava coberto por uma manta.
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Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o tempo decorrido até o acionamento das autoridades. Conforme informado à polícia, o homem afirmou que permaneceu cerca de uma hora na UPA tentando obter atendimento para a vítima.
Uma enfermeira relatou que a unidade não realiza atendimentos externos e que o Samu não havia sido acionado naquele momento. Diante da situação, os próprios policiais solicitaram apoio médico. Em seguida, a profissional de saúde informou que iria até a residência e entrou em contato com o Samu, cancelando a ambulância que já havia sido mobilizada.
No banheiro da casa, foi encontrada uma calça com manchas de sangue. O homem de 26 anos afirmou que a peça era sua e que havia trocado de roupa após o ocorrido. Os peritos também constataram que havia duas lâminas de faca cravadas no pescoço da vítima. O companheiro disse aos policiais acreditar que existia apenas uma faca e declarou ter tentado retirar uma das lâminas.
Questionado sobre o celular de Kênia, ele afirmou que o aparelho teria sido levado pelo suposto invasor após o crime. Além disso, segundo os peritos, as condições indicavam que a morte poderia ter ocorrido várias horas antes da chegada da PM ao local.
Enquanto as diligências eram realizadas, o homem de 30 anos apontado como autor do ataque compareceu à UPA para receber atendimento médico. Após ser atendido, ele foi encaminhado à 7ª Subdivisão Policial (SDP) de Umuarama.
Diante das inconsistências identificadas nos depoimentos e dos indícios encontrados durante a perícia, os dois homens foram levados para a delegacia.
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