Segurança
Laudo confirma que corpo carbonizado era de pedagoga desaparecida na RMC
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba confirmou que os restos mortais que foram encontrados dentro de um carro carbonizado em Bocaiúva do Sul, na região metropolitana de Curitiba, pertenciam à pedagoga Maria Lurdes Bandeira, de 50 anos. A partir da confirmação de que a mulher que estava desaparecida há mais de quatro meses está morta, a Polícia Civil agora trata o caso como um homicídio – e já tem um suspeito do crime.
Maria Lurdes estava desaparecida desde 27 de agosto. O carro dela foi encontrado totalmente carbonizado nesse dia e restos mortais foram encontrados no veículo, mas à época não era possível identificar ao menos o sexo da vítima. A ossada foi recolhida pelo IML e o delegado Mario Sergio Bradock, responsável pela investigação do caso, passa a tratar o sumiço da pedagoga como um feminicídio.

“O principal suspeito, sem dúvidas, é o ex-marido dela. Agora cabe a nós investigar, e as pessoas que por ventura souberem de alguma coisa podem mandar mensagem para o Whatsapp da delegacia no número (41) 3658-1244”, explica Bradock. O delegado ressalta que a suspeita recai sobre Rodrigo Cruz porque a vítima já tinha registrado pelo menos oito boletins de ocorrência acusando o companheiro de agressões – o último BO foi registrado duas semanas antes de seu desaparecimento.
À época do sumiço de Maria Lurdes, Cruz foi levado à delegacia para prestar depoimento e negou participação no desaparecimento. “Já tinha falado para ele, independentemente do resultado do IML, que ele era o principal suspeito”, relembra o delegado, que ressalta: “não podemos nos precipitar, vamos ver o que vai rolar nas próximas 24 horas”.
No curso das investigações, a Polícia Civil chegou a suspeitar que a pedagoga teria forjado a própria morte. Isso porque, na perícia feita no computador da vítima, foram encontradas pesquisas suspeitas, como “como produzir ácido” e “como se vingar do ex”. Essa teoria, contudo, já tinha sido descartada.
Colaboração Bruna Frohener/Rede Massa.