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Quem era o jovem que morreu ao defender mulher de agressor na Grande Curitiba

Leonardo Godoy morreu após levar duas facadas do agressor

Leonardo Godoy morreu
O jovem Leonardo Godoy, de 25 anos, morreu ao ser esfaqueado na manhã do domingo (14), em Itaperuçu, na Região Metropolitana de Curitiba. (Foto: Reprodução/Rede Massa/PCPR)

O jovem Leonardo Godoy, de 25 anos, morreu ao ser esfaqueado na manhã do domingo (14), em Itaperuçu, na Região Metropolitana de Curitiba. Ele tentou defender a prima de agressões do ex-namorado, o suspeito identificado como Erick.

De acordo com a Polícia Civil do Paraná (PCPR), o suspeito foi até a casa da ex-companheira, mesmo estando impedido de se aproximar dela por uma medida protetiva. Inconformado com o fim do relacionamento, ele teria iniciado uma discussão e tentado atacar a mulher com uma faca.

Ao perceber a situação, o jovem tentou intervir para proteger a vítima, mas acabou sendo atingido por golpes no tórax e no rosto. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A mulher conseguiu escapar da agressão.

Leonardo Godoy salvou a prima

Em depoimento à polícia, divulgado pela Rede Massa | SBT, a mulher contou que correu para fugir do agressor. Segundo ela, foi graças ao primo que ela conseguiu um espaço para fugir pelas escadas. No entanto, momentos depois a irmã gritou e disse que o primo estaria morto.

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Após o crime, equipes da Polícia Civil realizaram buscas e localizaram o suspeito poucas horas depois. Ele foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia. Segundo a corporação, o homem confessou o crime durante o depoimento e já havia sido indiciado anteriormente por outro homicídio qualificado. A prisão em flagrante foi ratificada e a conversão para prisão preventiva foi solicitada à Justiça.

Suspeito diz à polícia que era “compadre” de Leonardo Godoy

Em depoimento à polícia, o suspeito do crime disse que “deu uma chance” para que Leonardo corresse, mas, como ele não correu, as facadas teriam sido necessárias – nas palavras dele. Ainda em depoimento, ele chegou a chamar o local de “minha casa” e negou o fim do relacionamento com a mulher.

“Ele era meu compadre. Falou alto comigo dentro da minha própria casa. Se eu não matasse, ele ia matar meus amigos”, disse Erick, em depoimento à polícia.

O delegado responsável pelo caso, Silas Castro, o suspeito irá responder por homicídio consumado qualificado pelo motivo fútil e por tentativa de feminicídio.

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