Pego por policial disfarçado

Ex-líder de movimento ‘cura gay’ é preso por marcar encontro com menino de 14 anos

Alan Chambers foi detido na Flórida após tentar marcar encontro com suposto menor de 14 anos, que era um policial desfarçado

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Foto: Reprodução

Alan Chambers, ex-líder organização de “cura gay” Exodus International, foi preso na última terça-feira (19) em Orlando, na Flórida. O ativista cristão, de 54 anos, é acusado de solicitar um encontro sexual a um policial disfarçado, que se passava por um menino de 14 anos.

De acordo com o Gabinete do Xerife do Condado de Orange, Chambers foi autuado por crimes graves. As acusações incluem solicitação de um menor, transmissão de material nocivo a menores e uso ilegal de dispositivo de comunicação de duas vias.

O caso chocou a comunidade local, especialmente pelo histórico público do acusado. Chambers foi levado para a cadeia do Condado de Orange, onde permanece detido sem direito a fiança até sua apresentação ao juiz.

Flagrante e mensagens obscenas

A investigação revela que Chambers trocou mensagens de cunho obsceno com o policial infiltrado através dos aplicativos Snapchat e Telegram. As conversas teriam ocorrido repetidamente entre os meses de fevereiro e maio deste ano.

Na manhã de terça-feira, o ex-líder religioso da ‘cura gay’ foi preso durante uma blitz de trânsito. Durante a abordagem, ele confirmou que as contas nas redes sociais eram suas, mas interrompeu o depoimento assim que foi questionado sobre o teor das mensagens.

A polícia agora trabalha para descobrir se existem outras vítimas do suspeito. O xerife local destacou que a operação visava proteger menores de predadores sexuais que utilizam o anonimato da internet para cometer crimes.

Passado polêmico e ‘cura gay’

Chambers ficou mundialmente conhecido por liderar a Exodus International, que foi a maior organização do movimento “ex-gay”. Ele foi um fervoroso defensor da chamada terapia de conversão para pessoas LGBTQ até o fechamento da entidade em 2013.

Na época do encerramento, Chambers pediu desculpas públicas à comunidade LGBTQ, admitindo que o grupo causou “sofrimento indevido”. Ele também atuou como pastor associado em uma igreja de Orlando por diversos anos.

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