Segurança
Locação de imóveis comerciais deve se manter em alta em Curitiba em 2022
2022 tem tudo para ser um bom ano para a locação de imóveis comerciais em Curitiba. É o que aponta a pesquisa mais recente do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), pertencente ao Sistema Secovi-PR, sobre o setor.
De acordo com o levantamento, o índice de Locação Sobre Oferta (LSO) de janeiro atingiu 4,4%, 1,3 ponto percentual (p.p.) a mais que o registrado no mesmo mês em 2020 e 0,8 p.p. acima do que se teve em igual período do ano passado. Já na média de 2021, o LSO foi de 5,9%, crescimento de 1,1 p.p. em comparação com 2020, quando a média do índice ficou em 4,8%.
“O fato de não ter havido, nos últimos meses, bandeiras restritivas quanto ao funcionamento do varejo, indústrias e empresas em geral foi um impulsionador para a locação de imóveis comerciais na cidade. Agora, com o avanço da vacinação e a redução de casos graves de covid-19, não devemos vivenciar mais medidas de lockdown, um indicativo de que o mercado seguirá aquecido”, pontua o presidente do Inpespar e vice-presidente de Economia e Estatística do Secovi-PR, Jean Michel Galiano.
Outro fator de otimismo é a baixa inadimplência no segmento de locação de imóveis em Curitiba, tanto em relação a propriedades residenciais quanto comerciais.
“Em janeiro deste ano, o atraso no pagamento acima de 30 dias foi de 1,1%, 0,3 p.p. abaixo do que se teve em janeiro do ano passado e 0,6 p.p. a menos do registrado no mesmo mês de 2020. Importante ressaltar que em todos os meses de 2021 a inadimplência dos locatários curitibanos ficou abaixo dos 2%”, acrescenta o vice-presidente de locação do Secovi-PR, Leonardo Baggio.
Bairros mais procurados
Para a locação de imóveis comerciais na capital paranaense, o Centro continua sendo o bairro mais procurado, respondendo a 25,6% das negociações de janeiro de 2022. Em seguida, vêm o Novo Mundo (6,4%) e o Água Verde (3,8%). A região central e o Água Verde também são bastante procurados por locatários residenciais, respondendo por 17,7% e 6% das locações dessa modalidade realizadas no período, respectivamente.