Segurança
Locação de imóveis comerciais em Curitiba atinge melhor índice em três anos
A locação de imóveis comerciais está reagindo em Curitiba. Dados da última pesquisa do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar) indicam que o índice de Locação Sobre Oferta (LSO) atingiu o melhor resultado dos últimos três anos em agosto e setembro de 2021: 7% em ambos os meses.
Segundo o presidente do Inpespar e vice-presidente de Economia e Estatística do Secovi-PR, Jean Michel Galiano, em relação ao trimestre compreendido entre julho e setembro, o LSO ficou em 6,7%, superando a média de 5,3% que se repetiu no mesmo período dos anos de 2019 e 2020.
Vice-presidente de Locação do Secovi-PR, Leonardo Baggio afirma que a alta na busca por imóveis comerciais para alugar na capital paranaense aponta para uma possível abertura de novas empresas, o que indica que a cidade vivencia uma retomada econômica pós-crise da pandemia de covid-19.
“Importante ressaltar que a procura é diferente dependendo do tipo de imóvel comercial. O LSO das lojas, por exemplo, está em 11,4%, o maior índice dos últimos seis anos. Já o índice LSO atual relacionado aos conjuntos comerciais está em torno de 5%, o que indica uma busca um pouco menor por esse tipo de imóvel, mas ainda muito expressiva”, comenta Baggio.
Em Curitiba, os bairros mais procurados para o aluguel de imóveis comerciais em setembro de 2021 foram o Centro (24,3% das negociações), Água Verde (7,7%), Batel (6,5%) e Rebouças (5,3%), o que indica uma preferência dos empresários pela região central da cidade.
Baixa inadimplência
Outro ponto importante trazido pelo levantamento do Inpespar diz respeito à taxa de inadimplência dos locatários tanto comerciais quanto residenciais. Segundo a pesquisa, o atraso no pagamento acima de 30 dias se manteve abaixo de 2% durante todo o ano de 2021, tendo registrado 1,6% no trimestre de julho a setembro. No ano passado, a média no mesmo período chegou a 2,1%.
Para Galiano, o número de inadimplência se deve ao bom trabalho realizado pelas imobiliárias da capital paranaense. “Mesmo diante de um IGP-M [Índice Geral de Preços-Mercado, usado no reajuste de contratos de aluguéis de imóveis] de 24,8% no acumulado dos últimos 12 meses, a manutenção de um cenário de baixas oscilações quanto à inadimplência, tendendo à quase estabilidade, mostra que o trabalho realizado pelas imobiliárias na intermediação entre as necessidades dos proprietários e inquilinos tem auxiliado na manutenção dos negócios, o que é de grande valia para a sociedade”, finaliza.