Segurança

Mãe do congolês assassinado no Rio de Janeiro presta depoimento à polícia

WhatsApp-Image-2022-02-03-at-08.51.15
Reprodução/SBT

A mãe do congolês Moïse Kabagambe, Lotsolove Lavy,  prestou depoimento nesta quarta-feira (2) à Polícia Civil do Rio de Janeiro. O advogado da família condena as acusações dos agressores de que o rapaz estava bêbado.

“Existe uma tentativa nítida de tentar desqualificar o Moïse, tentar transformar ele na pessoa que gerou o resultado da própria morte”, afirma o profissional. A versão revolta toda a família. Após sair da delegacia, Lavy pontuou: “A gente pediu só justiça, para fazer o trabalho dele. O ato final”.

Até o momento, três homens foram presos e indiciados pela morte do rapaz. Eles foram reconhecidos por testemunhas e identificados nas imagens que flagraram o crime.

O trio teve prisão preventiva decretada por 30 dias. No início da tarde desta quarta-feira, eles foram levados da Divisão de Homicídios para uma cadeia na zona norte da capital fluminense. Aleson Cristiano de oliveira foi o último a agredir o congolês, que já estava desacordado e imobilizado.

Aleson se entregou à polícia na manhã de terça-feira. Já o ambulante Fábio Silva foi preso na casa de parentes. O terceiro agressor é Brendon Alexander da Silva. As investigações indicaram que eles não trabalhavam no quiosque onde ocorreu o crime. A polícia apresentou um porrete de madeira, usado no delito e que tinha sido jogado fora pelos assassinos perto do quiosque.

“Ao final das agressões, se busca uma tentativa de reanimar a vítima. Isso não apaga a brutalidade das ações que foram realizadas anteriormente”, dissse o delegado Henrique Damasceno.

Os presos responderão por homicídio duplamente qualificado por impossibilidade de defesa à vítima e emprego de meio cruel. O inquérito ainda não foi concluído e outras pessoas também poderão ser indiciadas pelo assassinato de Moïse.

O quiosque onde o crime aconteceu amanheceu pichado. Em depoimento, o dono afirmou que não conhecia os agressores. Também negou a versão da família de Moïse, de que ele foi morto após cobrar duas diárias de trabalho, no valor de R$ 200,00. Mesmo assim, teve o alvará de funcionamento cassado pela prefeitura.

Jogadores da Seleção Brasileira se manifestaram nas redes sociais. “Que seja feita Justiça a Moïse e toda a sua família. Estamos juntos de vocês”, escreveu Gabigol. “Não podemos normalizar isso nunca. Que haja justiça para Moïse e sua família”, disse Gabriel Jesus.

Informações de SBT News