CRIME

Mãe estrangula filhos até a morte após ‘ouvir vozes masculinas’

Ela teria estrangulado os filhos usando faixas elásticas de exercícios

Mãe matou os filhos
Ela é acusada de matar os três filhos. (Reprodução/Redes sociais)

O julgamento de Lindsay Clancy, de 36 anos, ganhou um novo elemento nesta terça-feira (18), em Plymouth, Massachusetts, nos Estados Unidos. Um especialista em saúde mental relatou ao tribunal que a mulher afirmou ter ouvido uma voz masculina ordenando que ela matasse os três filhos e, depois, tirasse a própria vida.

Segundo o psicólogo Paul Zeizel, que trabalhava no hospital onde Lindsay estava sob custódia, ela fez o relato durante uma ligação para o então marido, Patrick Clancy. O telefonema ocorreu em 6 de fevereiro de 2023, 13 dias depois da morte das três crianças.

De acordo com o depoimento, ela teria estrangulado os filhos usando faixas elásticas de exercícios antes de tentar tirar a própria vida. Zeizel contou que Lindsay pediu para utilizar seu telefone durante a internação e ligou para Patrick. Antes de falar sobre o que teria acontecido, ela disse ao marido que o amava.

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Na sequência, segundo o especialista, afirmou que escutava uma voz masculina que dizia que ela não tinha escolha e deveria matar as crianças e depois se matar. O psicólogo também relatou que havia visitado Lindsay dois dias antes da ligação. Na ocasião, ela tentou entrar em contato com Patrick, mas ele não atendeu.

Defesa alega insanidade

O depoimento de Zeizel foi apresentado pela defesa de Lindsay. O advogado Kevin Reddington questionou o especialista sobre a possibilidade de ele ter orientado a mulher a mentir para o marido sobre as supostas vozes. Zeizel negou.

A estratégia da defesa é convencer o júri de que Lindsay não deve ser considerada culpada por motivo de insanidade. Os advogados sustentam que ela sofria de uma forma grave de psicose pós-parto, que teria sido agravada por diversos medicamentos psiquiátricos potentes prescritos pelos médicos.

Promotoria contesta versão

A acusação apresenta uma interpretação diferente para o caso. Para os promotores, Lindsay teria planejado os assassinatos com antecedência, argumento usado para sustentar que ela não estava em estado psicótico quando matou os filhos.

Durante o julgamento, psiquiatras que acompanhavam a mulher e outros profissionais de saúde também prestaram depoimento. Segundo os relatos apresentados ao júri, esses especialistas disseram não acreditar que Lindsay estivesse passando por um episódio psicótico no momento dos crimes.

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