Morte misteriosa
Primas de Cianorte
Michel dos Reis Costa, mais conhecido como Magrão, revelou detalhes sobre o crime contra as primas desaparecidas após receber a notícia que Claytinho do Pó estava morto
Os corpos das primas de Cianorte desaparecidas desde 21 de abril, foram encontrados na última sexta-feira (21), após uma operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) e do Grupo Tigre. Durante as ações em Mandaguari e Umuarama, um dos procurados, o Claytinho do Pó, foi morto a tiros, e o comparsa, conhecido como Magrão, preso pela polícia.
A operação colaborou para o avanço das investigações sobre o desaparecimento das primas Letycia Garcia e Sttela Melegari. Os corpos das jovens foram encontrados em uma área de mata, próximo a Estrada do Porto, na cidade de Paraíso do Norte, a cerca de 60 km de Cianorte.
As buscas pelas primas desaparecidas terminaram após 4 meses. A PCPR localizou os corpos após realizar a prisão de Michel dos Reis Costa, conhecido como Magrão. O indivíduo, considerado comparsa de Claytinho do Pó, revelou detalhes da morte das meninas após descobrir que o principal suspeito pelo crime tinha sido morto em uma operação da polícia.
Ao mesmo tempo em que Claytinho do Pó foi surpreendido pela polícia e morto após tentar fugir em Mandaguari. Magrão foi alvo de uma operação em Umuarama e preso. No primeiro momento, Magrão revelou que não tinha nada a declarar sobre os corpos das primas. Porém, ao receber a informação que Claytinho estava morto, resolveu apontar a localização onde Letycia e Sttela foram enterradas.

Conforme a investigação, Claytinho teve um desacordo comercial com as jovens e disparou contra as primas após sair de uma casa noturna no noroeste do Paraná. Somente no dia seguinte, o suspeito levou os corpos para a área onde foram enterrados. No momento da ocultação, Claytinho teria contado com a ajuda do comparsa.
Após contar para a polícia que tinha conhecimento sobre onde estariam os corpos, Magrão acompanhou os agentes na busca em Paraíso do Norte. Na sequência, o suspeito foi levado até a delegacia de Cianorte, onde preferiu permanecer em silêncio.
Magrão já tinha passagem pelo sistema prisional e estava com dois mandados de prisão em aberto. O homem, que mora em Umuarama, é casado e pai de três filhos. Recentemente, o foragido foi flagrado em crimes no noroeste do Paraná na companhia de Claytinho do Pó.
Com a operação de sexta-feira (21), agora Magrão está preso e a disposição da Justiça. A PCPR investiga a ligação do indivíduo com a morte das primas. O comparsa de crime, Claytinho do Pó, foi sepultado neste final de semana em cerimônia restrita a familiares e amigos próximos.
As últimas movimentações conhecidas de Letycia e Sttela ocorreram entre Cianorte, Jussara e Paranavaí. Segundo a investigação, às 22h39 de 20 de abril, as duas foram registradas saindo de Cianorte em uma caminhonete acompanhadas de Clayton.
Letycia conhecia o homem pelo nome de “Davi”. A polícia apurou que o trio havia saído da casa dela. Também foi a última vez que Letycia se conectou à internet. Poucos minutos depois, às 22h54, a caminhonete apareceu em imagens de câmeras entrando em Jussara, onde Sttela morava com a mãe.
A jovem entrou na cidade para buscar uma mochila em casa, mas a mãe não estava no imóvel. Às 22h55, Sttela fez uma publicação nas redes sociais e marcou Letycia. Na imagem, ela aparece dentro da caminhonete com uma garrafa de uísque, enquanto uma música tocava no veículo. A legenda publicada foi: “Qual será o nosso destino KKKK”.
Às 23h13, o trio deixou Jussara e seguiu pela PR-323 em direção a Maringá. Já à 0h16 do dia 21 de abril, Sttela fez uma segunda e última publicação nas redes sociais, no trevo entre Presidente Castelo Branco e Nova Esperança. Clayton aparece na imagem, mas apenas o perfil de Letycia foi marcado na publicação.
Por volta da 1h10, Letycia, Sttela e Clayton foram registrados por câmeras em uma boate de Paranavaí. Em determinado momento, as duas aparecem andando de mãos dadas e, posteriormente, Clayton também é filmado com elas.

Depois disso, as jovens não deram mais notícias às famílias. Entre os dias 22 e 23 de abril, Clayton retornou sozinho a Cianorte. Conforme a investigação, ele estava sem a caminhonete e deixou a cidade novamente usando uma motocicleta e sem celular.
Em 23 de abril, por volta das 9h, ocorreu a última conexão de Clayton à internet. No dia seguinte, a polícia identificou um registro indicando que ele havia passado por Maringá. Em 29 de abril, foi expedido o mandado de prisão contra o homem, que passou a ser considerado foragido por homicídio.
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