PRESO
Criança vítima de estupro gritava de dor, diz mãe; ator estava nu
ABUSO
Apesar do resultado inicial do exame físico, a investigação pericial ainda não foi concluída
O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) não identificou “evidências de lesões corporais” no menino de 5 anos envolvido no caso que levou à prisão do ator Marco Furlan. O documento, revelado pelo portal Metrópoles, integra a investigação sobre o episódio ocorrido durante uma festa de aniversário em uma chácara no interior de São Paulo.
De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública, a apuração continua sob sigilo e está sendo conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Pindamonhangaba.
O exame realizado pelo IML avaliou a criança em busca de possíveis lesões de interesse médico-legal. No documento, assinado pelo perito Rodrigo Carvalho de Almeida, consta que “não há elementos de práticas de ato libidinoso”.
Apesar do resultado inicial do exame físico, a investigação pericial ainda não foi concluída. O instituto realizou análises complementares, entre elas a pesquisa de espermatozoides.
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O exame foi feito no dia 4 de agosto, dois dias depois do episódio. Segundo o laudo, os resultado dessa etapa ainda são aguardados pelo IML.
A ausência de lesões no exame não encerra a investigação, que permanece sob sigilo e deverá considerar também os demais elementos reunidos pela Polícia Civil.
O caso aconteceu em 2 de agosto, durante uma festa de aniversário realizada em uma chácara. Segundo a investigação, o menino, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), havia sido levado pela mãe para dormir sozinho em um quarto enquanto a comemoração avançava pela madrugada.
Poucos minutos depois, conforme a Polícia Civil, Marco Furlan entrou no cômodo. Na sequência, a criança começou a chorar. Ao ouvir o barulho, a mãe foi até o quarto acompanhada por outros convidados. De acordo com os relatos que integram a investigação, o ator e o menino foram encontrados sem roupas.
Os convidados contiveram Furlan até a chegada da Polícia Militar, que realizou a prisão em flagrante.
Na última quinta-feira, a Justiça decidiu converter a prisão em flagrante do ator em prisão preventiva. A medida foi determinada após audiência de custódia e mantém Furlan preso enquanto as autoridades continuam investigando o caso.
No primeiro interrogatório, o ator afirmou que havia consumido bebida alcoólica, estava passando mal e teria confundido a criança com a namorada.
Durante a audiência de custódia, porém, ele optou por permanecer em silêncio, exercendo o direito constitucional. A Justiça considerou que havia elementos suficientes para manter a prisão de forma preventiva.
Representantes da família da criança afirmaram que Furlan não estava acompanhado de nenhuma companheira durante a festa.
Ainda segundo os familiares, posteriormente o ator teria afirmado que não se lembrava do que havia acontecido. A declaração seria diferente da versão apresentada por ele durante o primeiro depoimento, quando disse ter confundido o menino com a namorada.
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