TRAGÉDIA
Mãe, irmão e cunhada de mulher morta a facadas morrem em grave acidente na BR-277
INVESTIGAÇÃO
Os três investigados permanecem presos preventivamente e são alvo de inquérito por homicídio com dolo eventual
Os três homens investigados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump, foram transferidos nesta terça-feira (16) para o Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Guarulhos, na Grande São Paulo.
Até então, Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor de Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes Contra estavam presos em Piracicaba, no interior paulista. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) confirmou a transferência, mas não detalhou os motivos da mudança de unidade.
O caso aconteceu no sábado (13), quando Maria Eduarda Rodrigues de Freitas participava de um salto de rope jump, esporte de aventura em que a pessoa é impulsionada de uma altura elevada presa por cordas de segurança. Vídeos gravados no local indicam que a jovem foi lançada sem estar devidamente conectada ao sistema de proteção, o que resultou na queda fatal.
Testemunhas e integrantes da equipe tentaram socorrer a vítima logo após o acidente, realizando procedimentos de reanimação até a chegada do Samu. Apesar das tentativas, a jovem morreu antes de ser encaminhada a uma unidade de saúde.
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Os três investigados permanecem presos preventivamente e são alvo de inquérito por homicídio com dolo eventual, entendimento aplicado quando há a assunção do risco de provocar a morte.
Durante depoimento à Polícia Civil, Vitor de Freitas Gonçalves afirmou que sua participação ocorria apenas na etapa final do procedimento e que a conferência dos equipamentos deveria ter sido realizada previamente por outros membros da equipe.
Luis Felipe Feliciano Egoroff, apontado nas investigações como o responsável por impulsionar a jovem, declarou que não se recorda dos instantes que antecederam o salto. Ele afirmou ainda que a verificação dos equipamentos normalmente passa por mais de uma pessoa, mas não conseguiu indicar quem deveria ter feito a checagem naquele momento.
Já Eveline dos Santos, organizadora da atividade, relatou que os presentes prestaram atendimento imediato após a queda. Em seu depoimento, ela também afirmou que a prática de rope jump não conta com regulamentação específica no Brasil, motivo pelo qual não seria necessária autorização formal para a realização do evento.
A Polícia Civil segue reunindo informações para determinar as responsabilidades e esclarecer como a participante acabou sendo lançada sem estar presa ao equipamento de segurança.
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