INVESTIGAÇÃO

Investigados pela morte de jovem durante rope jump são transferidos de presídio

Os três investigados permanecem presos preventivamente e são alvo de inquérito por homicídio com dolo eventual

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas
A Polícia Civil segue reunindo informações para determinar as responsabilidades e esclarecer como a participante acabou sendo lançada sem estar presa ao equipamento de segurança (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Os três homens investigados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump, foram transferidos nesta terça-feira (16) para o Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Até então, Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor de Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes Contra estavam presos em Piracicaba, no interior paulista. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) confirmou a transferência, mas não detalhou os motivos da mudança de unidade.

Maria Eduarda foi lançada sem cordas de segurança

O caso aconteceu no sábado (13), quando Maria Eduarda Rodrigues de Freitas participava de um salto de rope jump, esporte de aventura em que a pessoa é impulsionada de uma altura elevada presa por cordas de segurança. Vídeos gravados no local indicam que a jovem foi lançada sem estar devidamente conectada ao sistema de proteção, o que resultou na queda fatal.

Testemunhas e integrantes da equipe tentaram socorrer a vítima logo após o acidente, realizando procedimentos de reanimação até a chegada do Samu. Apesar das tentativas, a jovem morreu antes de ser encaminhada a uma unidade de saúde.

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Os três investigados permanecem presos preventivamente e são alvo de inquérito por homicídio com dolo eventual, entendimento aplicado quando há a assunção do risco de provocar a morte.

Investigados divergem sobre responsabilidade pela checagem dos equipamentos

Durante depoimento à Polícia Civil, Vitor de Freitas Gonçalves afirmou que sua participação ocorria apenas na etapa final do procedimento e que a conferência dos equipamentos deveria ter sido realizada previamente por outros membros da equipe.

Luis Felipe Feliciano Egoroff, apontado nas investigações como o responsável por impulsionar a jovem, declarou que não se recorda dos instantes que antecederam o salto. Ele afirmou ainda que a verificação dos equipamentos normalmente passa por mais de uma pessoa, mas não conseguiu indicar quem deveria ter feito a checagem naquele momento.

Já Eveline dos Santos, organizadora da atividade, relatou que os presentes prestaram atendimento imediato após a queda. Em seu depoimento, ela também afirmou que a prática de rope jump não conta com regulamentação específica no Brasil, motivo pelo qual não seria necessária autorização formal para a realização do evento.

Polícia segue investigando morte de Maria Eduarda

A Polícia Civil segue reunindo informações para determinar as responsabilidades e esclarecer como a participante acabou sendo lançada sem estar presa ao equipamento de segurança.

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