CRIME
Mulher encontrada morta pode ter sido vítima de violência sexual
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A perícia encontrou marcas de um possível abuso sexual e indicou que a morte pode ter ocorrido por asfixia
As últimas imagens de Maria Fernanda Naiser Fragais, de 43 anos, mostram a mulher saindo de uma balada no bairro Pinheirinho, em Curitiba, acompanhada de um homem que conheceu durante a noite. Ambos aparecem bebendo e fumando junto e, posteriormente, deixando o estabelecimento. Na terça-feira (15), a vítima foi encontrada morta dentro de uma vala, a cerca de 20 metros do local.
As imagens das câmeras de segurança (veja no fim da matéria) registraram a chegada de Maria Fernanda, onde estava acompanhada da sobrinha, Maria Carolina, de 42 anos. O homem já estava no estabelecimento, comprando bebida. Depois, os dois aparecem juntos durante a noite. Em determinado momento, Maria Fernanda parece tentar se afastar dele, mas os dois permanecem juntos até o fim da festa.
A família comunicou o desaparecimento no domingo (13), depois que a sobrinha percebeu que não conseguia mais encontrar Maria Fernanda Naiser Fragais. A mulher havia conhecido o homem durante a balada e ele teria dito durante a festa que era de Minas Gerais.
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O corpo da mulher foi localizado na Rua Gertrúdes Cruz de Andrade, no bairro Pinheirinho, na terça-feira. A perícia encontrou marcas de um possível abuso sexual e indicou que a morte pode ter ocorrido por asfixia, ou seja, por esganamento.
Maria Fernanda morava em Palmas, no Sul do Paraná, e havia viajado para Curitiba na segunda-feira (7). No sábado (12) à noite, ela foi à balada no Pinheirinho com a sobrinha.
A Polícia Civil investiga o homem que estava com Maria Fernanda Naiser Fragais como principal suspeito da morte. A delegada Camila Cecconello informou que a polícia tem imagens nas quais o possível agressor aparece.
Segundo a delegada Camila Cecconello, caso a identidade seja confirmada, o suspeito é um homem de 26 anos que possui duas passagens pela polícia no Paraná. Conforme as investigações, ele foi acusado de estupro em 2024 e preso por violência doméstica contra uma ex-companheira em 2025.
Ele foi solto meses depois e, em junho de 2026, a Justiça expediu um mandado de prisão contra ele. Segundo a polícia, o homem estava foragido quando Maria Fernanda morreu. Ainda de acordo com a delegada, o celular do suspeito deu sinal em São Paulo nesta quarta-feira (16).
Maria Carolina, sobrinha de Maria Fernanda, foi a última pessoa da família a estar com ela. Em entrevista à Rede Massa | SBT nesta quarta-feira (16), ela afirmou estar revoltada com a morte da tia e pediu justiça.
“Tive certeza que foi ele […] ‘Nós não quer’ ninguém preso inocente, mas temos certeza que foi ele”, disse.
A investigação continua, e a Polícia Civil aguarda os resultados dos exames do IML para confirmar a causa da morte e os crimes cometidos contra Maria Fernanda antes da morte.
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