canetas emagrecedoras

Médico é preso com remédios falsificados em bairro nobre de Curitiba

Uma paciente que fez tratamento com canetas emagrecedoras não teve resultados, ficou desconfiada e denunciou para a polícia

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, nesta segunda-feira (27), uma operação contra um médico de 29 anos com clínica no bairro Alto da XV, em Curitiba. (Fotos: PCPR)

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, nesta segunda-feira (27), uma operação contra um médico de 29 anos com clínica no bairro Alto da XV, em Curitiba. Ele é acusado de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.

Segundo informações da Rede Massa | SBT, a denúncia veio de uma paciente, que teria feito um tratamento com a Tirzepatida, popularmente conhecida como caneta emagrecedora. Ela relatou que o tratamento não teve efeito algum. Desconfiada, denunciou à polícia, que começou a investigação e notou o tratamento inadequado do médico.

“Ele passava o medicamente para o paciente sem nenhuma identificação, tanto que o paciente me disse: ele me mostrou a ampola, depois a seringa e não sei de onde ele tirou a medicação. Quando a gente questinou ele de onde vinha, ele me mostrou uma ampola. Para a nossa surpresa, o medicamento era de um laboratório que já tinha sido fechado pela Anvisa, porque não tinha a qualidade necessária da Tirzepatida“, disse a delegada Aline Manzato, responsável pelo caso.

Médico tinha canetas emagrecedoras, anabolizantes e outros medicamentos falsificados

Na clínica, a polícia localizou anabolizantes, medicamentos injetáveis e substâncias comercializadas em desacordo com normas sanitárias. A ação ocorreu com a participação do Conselho Regional de Medicina e da Vigilância Sanitária, que acompanharam a fiscalização no local.

Durante a operação, policiais civis apreenderam diversas medicações irregulares, entre elas medicamentos sem procedência, sem identificação, sem registro e armazenados sem controle de temperatura, além de produtos impróprios para consumo. 

“Entre os produtos encontrados estavam medicamentos sem características exigidas para comercialização e uso, o que motivou o enquadramento no crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais”, explica. 

Médico se formou no Paraguai e fez o revalida no Brasil

A delegada Aline Mazato contou que o médico, de fato, tinha formação. Ele se formou em medicina no Paraguai e revalidou o diploma no Brasil.

Na operação, o médico foi autuado em flagrante e a clínica, assim como o investigado, poderá responder por infrações administrativas apuradas pelos órgãos responsáveis. Após a conclusão dos procedimentos, ele permanece à disposição da Justiça.

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