BRIGA DE CASAL
investigação continua
O caso veio à tona na segunda-feira (6), quando um vizinho ouviu choros vindos do veículo e decidiu acionar as autoridades
Um menino em cativeiro, de apenas 9 anos, foi resgatado pela polícia após passar cerca de 17 meses vivendo dentro de uma van estacionada em um pátio residencial na cidade de Hagenbach, no leste da França. A criança foi encontrada nua, desnutrida e em posição fetal, cercada por lixo e excrementos.
O caso veio à tona na segunda-feira (6), quando um vizinho ouviu choros vindos do veículo e decidiu acionar as autoridades. Ao abrir a van, os policiais localizaram o garoto coberto apenas por um cobertor, com sinais claros de fraqueza e desnutrição.
De acordo com a promotoria responsável pela investigação, o pai da criança, de 43 anos, confessou que manteve o filho no veículo desde novembro de 2024. Ele afirmou que tomou a decisão para impedir que a companheira levasse o menino para um hospital psiquiátrico.
Segundo os investigadores, a criança passou grande parte do tempo praticamente imóvel dentro da van, o que comprometeu sua mobilidade. Quando foi encontrada, o menino estava pálido, debilitado e já não conseguia mais caminhar.
O próprio garoto relatou às autoridades que havia conflitos frequentes com a madrasta e que ela não queria que ele continuasse morando no apartamento da família.
A mulher negou saber que a criança estava sendo mantida no veículo. Em depoimento, disse que chegou a ouvir ruídos vindos da van e perguntou se havia alguém dentro, mas afirmou não ter recebido resposta.
Já a meia-irmã contou à polícia que a mãe também ouviu os barulhos e questionou o pai sobre a origem do som. Segundo o relato da menina, ele disse que se tratava apenas do miado de um gato.
Durante o período em que permaneceu no veículo, o menino utilizava garrafas plásticas para urinar e sacos de lixo para outras necessidades. Conforme o depoimento do pai, ele levava comida duas vezes por dia, além de água, e permitia que o filho tivesse contato com um celular.
A promotoria informou ainda que o garoto não tomava banho desde o fim de 2024, quando ainda tinha 7 anos.
Após o resgate, a criança foi encaminhada para atendimento médico no hospital de Mulhouse.
O pai foi indiciado por sequestro e privação de cuidados e permanece preso. A madrasta também foi formalmente acusada por omissão de socorro e está sob supervisão judicial.
Após o caso vir à tona, o menino de 9 anos, a irmã de 12 e a meia-irmã de 10 anos foram colocados sob proteção do Estado. O caso segue sob investigação.
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