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Mercado Livre desliga envolvidos no sumiço de cachorros de Araucária

Empresas envolvidas se pronunciam sobre o caso

Três cachorros envolvidos no caso.
Foto: ONG DNA Animal

O desaparecimento de quatro cachorros de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), que viviam no Centro de Distribuição do Mercado Livre, ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (17).

Funcionários envolvidos no caso dos cachorros de Araucária são demitidos

A empresa confirmou o desligamento dos funcionários envolvidos no desaparecimento dos cachorros de Araucária, ocorrido na madrugada do dia 28 de janeiro.

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Os animais, que eram castrados, microchipados e cuidados por trabalhadores e protetores locais, sumiram sem deixar rastros, gerando uma onda de indignação nas redes sociais.

Investigação rastreia caminhonete envolvida

As investigações foram iniciadas pela equipe do Paraná Contra Maus-Tratos, liderada pela vereadora Andressa Bianchessi, em conjunto com o vereador GM Rafael Freitas.

A partir da análise das câmeras de segurança, uma caminhonete do Mercado Livre foi registrada circulando por Campo Largo, a cerca de 20 quilômetros de distância, por volta de 1h40 da manhã do dia do desaparecimento. A suspeita é de que os animais tenham sido capturados e abandonados irregularmente na região.

Empresas se pronunciam sobre o caso

Em nota oficial, o Mercado Livre classificou o ocorrido como “inaceitável” e informou que está colaborando com as autoridades, disponibilizando imagens do circuito interno. A empresa afirmou ainda que contratou especialistas para tentar localizar o paradeiro dos cães. Confira a nota completa:

“Nós, do Mercado Livre, confirmamos que dois dos cães comunitários que viviam nos arredores do centro de distribuição de Araucária foram localizados em segurança e saudáveis, uma notícia que renova nossa esperança. Estão, neste momento, sendo cuidados em um hospital veterinário de Curitiba.
Desde que tomamos conhecimento dos fatos, mobilizamos todos os esforços para concluir a localização de todos os cães e seguimos atuando com equipes especializadas. Encontrá-los e trazê-los em segurança é nossa prioridade absoluta. Estamos colaborando integralmente com as autoridades, fornecendo informações e imagens do circuito interno do centro de distribuição, para que este episódio seja totalmente esclarecido.
Seguimos profundamente sensibilizados com o ocorrido e solidários à comunidade de Araucária. Reafirmamos nosso compromisso com a transparência, com o respeito à proteção dos animais e com a adoção de todas as medidas cabíveis para que situações como essa não voltem a acontecer.”

O Grupo Protege, responsável pela segurança no local, declarou repúdio a maus-tratos, mas não comentou o caso específico citando cláusulas de confidencialidade contratual. Confira a nota completa abaixo:

“A integridade e a ética de suas operações são prioridades absolutas para o Grupo Protege, que reafirma seu compromisso com a sociedade e sua repulsa a qualquer forma de maus-tratos contra animais. Em respeito às normas de confidencialidade e às obrigações contratuais que regem sua atuação, a companhia não comenta situações específicas ou casos que envolvam clientes. A empresa permanece à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos necessários.”

Funcionário envolvido fala sobre o ocorrido

Um dos funcionários terceirizados da Protege manifestou-se sobre o caso para a equipe da Rede Massa | SBT. Ele afirmou que realizou o resgate dos animais dentro do pátio da empresa acreditando cumprir ordens superiores e que os cachorros de Araucária seriam levados a uma instituição.

Segundo ele, sua participação se limitou ao manejo interno até o portão, não tendo responsabilidade sobre o destino final dos animais fora da unidade.

“Sempre fui e sou uma pessoa de bem .Escolhi essa profissão na intenção de ajudar e proteger vidas, sendo humanos ou animais, resgatei os cachorros a pedido dos meus superiores, acreditando que faz parte das atribuições pertinentes à minha profissão, atuação esta realizada ainda dentro dos domínios da empresa, deixando de ser responsável e de não concordar com atos abusivos após a saída dos portões para fora.

Apesar dos envolvidos terem comentado que iriam levar a uma instituição, resgatei os cachorros até o portão e não posso garantir aonde os levaram”, diz.

Para mais notícias da categoria segurança, acesse o Massa.com.br.