ATAQUE

Mãe morta a facadas pelo filho autista após discussão é identificada

O pai do adolescente informou aos policiais que o filho é autista, tem esquizofrenia e faz uso de medicamentos controlados

Meriane Abreu Lima
O adolescente teria ficado irritado, pegado uma faca e atacado a mãe. (Reprodução/Redes sociais)

Morreu nesta sexta-feira (7) a mulher de 43 anos que estava internada em estado grave após ser atacada a facadas pelo próprio filho, de 17 anos, em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina. Identificada como Meriane Abreu Lima, ela permaneceu por três dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São José.

O ataque aconteceu na terça-feira (4), dentro da residência da família. Após a agressão, a própria vítima foi socorrida e encaminhada ao hospital, onde permaneceu internada até a morte.

Adolescente acionou o socorro após ataque

Segundo as informações levantadas durante o atendimento da ocorrência, o adolescente foi quem acionou o serviço de emergência. Ao pedir ajuda, ele teria afirmado que havia “matado a mãe”.

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Quando os policiais chegaram à residência, encontraram o jovem no imóvel e iniciaram o atendimento à mulher. O adolescente foi apreendido após o ataque. Conforme os relatos colhidos pela Polícia Militar, a discussão entre mãe e filho teria começado depois que Meriane pediu que o adolescente colocasse um casaco.

Segundo a polícia, ele teria se irritado com a orientação, pegado uma faca e atacado a mãe. Durante o atendimento da ocorrência, o adolescente confessou ter usado a arma branca contra ela.

Polícia investiga circunstâncias do caso

O pai do adolescente informou aos policiais que o filho é autista, tem esquizofrenia e faz uso de medicamentos controlados. As condições de saúde relatadas fazem parte das informações levantadas durante o atendimento da ocorrência, mas, por si só, não estabelecem relação entre os diagnósticos mencionados e o ataque.

A Polícia Civil e a Polícia Científica realizaram os procedimentos de investigação e perícia na residência onde ocorreu o ataque. Depois de ser conduzido à delegacia, o adolescente foi transferido para uma unidade do Departamento de Administração Socioeducativa de Santa Catarina (Dease), em Blumenau.

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