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CRIME
O marido levou a capitã já sem vida ao hospital e acabou preso por suspeita de feminicídio
Michelle Leão Azevedo, capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), de 41 anos, foi levada sem vida a um hospital de Belo Horizonte na noite de segunda-feira (20). O marido da policial, um sargento da corporação, foi preso em flagrante por suspeita de feminicídio.
A investigação teve início após a médica responsável pelo atendimento identificar lesões incompatíveis com a versão apresentada pelo homem. Segundo a equipe de saúde, Michelle apresentava diversos ferimentos pelo corpo, além de um corte profundo na testa e traumatismo craniano.
Imagens de câmeras de segurança do prédio onde o casal morava mostram o sargento carregando Michelle nas costas até a garagem. Em seguida, ele a colocou no carro e seguiu para o hospital, onde a morte foi confirmada.
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O apartamento fica em um edifício de Belo Horizonte e passou por perícia, assim como o veículo utilizado para transportar a vítima.
Em depoimento, o marido afirmou que Michelle sofreu uma queda de uma escada enquanto os dois mantinham uma relação sexual com práticas consensuais. Segundo ele, o casal havia consumido bebidas alcoólicas e drogas durante uma festa realizada na cobertura onde moravam.
Ainda de acordo com a versão apresentada, a capitã recusou atendimento médico por constrangimento. O sargento disse que, após cerca de seis horas, percebeu que ela não respondia aos estímulos e decidiu levá-la ao hospital.
No entanto, a explicação é contestada pelas evidências reunidas até o momento. Os ferimentos identificados pelos profissionais de saúde levantaram suspeitas e motivaram a prisão em flagrante do militar.
Enquanto era conduzido pelos policiais, o sargento pediu para usar o banheiro. Durante o deslocamento, ele descartou uma caixa, que foi recuperada pelos agentes. Dentro do recipiente, a polícia encontrou 18 comprimidos de ecstasy, que foram apreendidos.
O suspeito permanece preso em uma unidade da Polícia Militar. A Polícia Civil segue investigando a morte de Michelle Leão Azevedo, capitã da PMMG e aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer a dinâmica da morte e confirmar as circunstâncias do crime.
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