Dois presos
Segurança
O homem fugiu para Hong Kong no mesmo dia em que o corpo de Lina Guerra foi encontrado
David Varela foi preso após uma caçada internacional que mobilizou diversas forças policiais. O militar reservista da Marinha dos EUA é acusado de matar a esposa e esconder o corpo em um freezer na casa do casal, na Virgínia. A prisão foi confirmada pelo diretor do FBI, Kash Patel, nesta quarta-feira (15), encerrando meses de buscas por um dos fugitivos mais procurados do país.
Varela estava foragido há mais de dois meses, tentando escapar da justiça após o crime hediondo pelas autoridades. Segundo as investigações, ele teria matado Lina Maria Guerra, de 39 anos, e permanecido na residência com o corpo escondido antes de decidir abandonar o país para evitar a prisão.
Investigadores do FBI e do NCIS acreditam que o suspeito embarcou em um voo para Hong Kong no dia 5 de fevereiro de 2026. Esta foi exatamente a mesma data em que o corpo de Lina foi descoberto pela polícia dentro de um freezer na casa em Norfolk. A coincidência temporal reforçou a tese de que o militar planejou a fuga após matar a esposa.
A localização de Varela foi rastreada através de dados de geolocalização do WhatsApp, que apontavam sinais vindos da China. Apesar de ter família na Colômbia, o reservista não possuía laços conhecidos com Hong Kong, o que intrigou os detetives. Durante o tempo em que esteve foragido, ele chegou a ser visto em pontos turísticos, tentando manter uma vida normal enquanto era caçado pela Interpol.
Lina Maria Guerra foi dada como desaparecida no final de janeiro, após o irmão não conseguir contato com ela por duas semanas. A preocupação da família levou a polícia até a residência do casal, onde encontraram os restos mortais da mulher congelados. A necropsia realizada pelo médico legista confirmou que a morte foi um homicídio brutal, embora os detalhes específicos da causa da morte tenham sido preservados para o julgamento.
Enquanto estava foragido, Varela ignorou repetidas chamadas de seus superiores na Marinha, um comportamento descrito como totalmente “fora do comum” para seu perfil profissional. O reservista agora aguarda o processo de extradição para os Estados Unidos, onde enfrentará acusações de assassinato em primeiro grau e ocultação de cadáver, podendo pegar prisão perpétua.
Familiares da vítima relataram que Lina vivia sob um regime de controle absoluto e medo constante. O marido era descrito como extremamente ciumento e possessivo, proibindo a esposa de trabalhar, estudar ou até mesmo manter amizades. De acordo com os relatos, ele controlava cada passo de Lina, isolando-a completamente da sociedade e de seus entes queridos.
“Ele já tinha batido nela antes, mas ela não nos contava para não preocupar”, revelou Paola Ramirez, cunhada da vítima, em entrevista à imprensa local.
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