Segurança

Moradores da Comunidade Portelinha protestam morte de jovem de 17 anos

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Foto: Simone Munhoz

Na tarde deste domingo (7), moradores da Comunidade Portelinha, no bairro Portão, em Curitiba, fizeram protestos pedindo justiça e paz, após Eduardo Felipe Santos de Oliveira, 17 anos, ser morto por policias da ROTAM na noite de sábado (6).

No protesto, os moradores bloquearam os principais acessos que levam à comunidade. E foi na rua Rezala Simão que a ação, que também contou com a presença das crianças, ganhou voz. “Eduardo Felipe presente”, gritavam os moradores e amigos do jovem.

Na ocasião, a equipe policial teria sido chamada para atender uma situação na Rua Irati, após serem ouvidos disparos de arma de fogo no local. Ao chegarem, os policiais informaram a existência de um suposto confronto.

Eduardo foi morto dentro da casa de uma moradora da comunidade, que era amiga dele. Segundo informações de testemunhas, ele se assustou com os tiros e entrou correndo no local. Uma das balas atingiu a geladeira da residência.

A família guardou a jaqueta do jovem, que possui diversas perfurações causadas pelos tiros. Uma das tias de Eduardo afirma que foram mais de 10 tiros efetuados pelas costas dele.

A vítima trabalhava com reciclagem desde os 15 anos e, eventualmente, também era ajudante de pedreiro. De acordo com a comunidade, era um menino esforçado.

Amigo de Eduardo e morador da comunidade, Gustavo dos Anjos, 13 anos, diz que a rotina de medo toma conta dos adolescentes que moram no local.

O velório do jovem acontecerá nesta segunda-feira (8), a partir das 7 horas, na Igreja Visão Missionária, no Boqueirão.

O protesto foi pacífico e encerrado no fim da tarde deste domingo (7).

Colaboração Simone Munhoz