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Professora morre após receber injeção para queda de cabelo em salão

Segundo o relato do marido dela, a responsável pela aplicação se apresentou como biomédica e teria mostrado uma lista com nomes de outras pessoas que também teriam recebido medicamentos no estabelecimento

Lidiane morreu após tomar uma injeção para queda de cabelo
Uma professora de 50 anos morreu após receber uma injeção para queda de cabelo em um salão de beleza, em Ceilândia, no Distrito Federal. (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Uma professora de 50 anos morreu após receber uma injeção para queda de cabelo em um salão de beleza, em Ceilândia, no Distrito Federal. A Polícia Civil investiga se uma das substâncias utilizadas no procedimento provocou uma grave reação alérgica.

Lidiane Gomes de Souza Alves morreu no último sábado (5). Segundo o marido da vítima, Valdeci Alves, ela começou a passar mal cerca de duas horas depois de receber a aplicação.

A professora teria ido ao salão para receber uma aplicação de um complexo vitamínico indicado para queda de cabelo. A substância teria sido aplicada por meio de uma injeção no glúteo.

Lidiane saiu de casa por volta das 16h e retornou aproximadamente duas horas depois apresentando falta de ar. Diante da situação, o marido a levou para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do P Norte.

Devido à gravidade do quadro, ela foi encaminhada para a sala vermelha da unidade. Apesar do atendimento médico, Lidiane não resistiu.

Polícia apreende substâncias em salão

Durante o atendimento, profissionais de saúde questionaram o marido sobre quais medicamentos haviam sido aplicados na professora. Valdeci então retornou ao salão e fotografou os produtos que teriam sido utilizados.

Segundo o relato dele, a responsável pela aplicação se apresentou como biomédica e teria mostrado uma lista com nomes de outras pessoas que também teriam recebido medicamentos no estabelecimento.

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A Polícia Civil apreendeu no salão seringas, frascos com líquidos e caixas de diferentes substâncias. Entre os produtos identificados nas embalagens estavam nicotinamida, ácido hialurônico, niacinamida com peptídeos, GHK-Cu e um produto identificado como colágeno de placenta de ovelha.

Apesar das apreensões, a investigação ainda não determinou qual substância provocou a reação alérgica que levou à morte da professora.

Morte de professora é investigada

A 23ª Delegacia de Polícia de Ceilândia abriu um inquérito para investigar o caso. Segundo a polícia, a ocorrência é apurada como possível homicídio culposo e exercício ilegal da medicina, arte dentária ou farmacêutica.

Testemunhas e envolvidos já foram ouvidos, e uma perícia foi realizada no estabelecimento. A investigação também tenta esclarecer quais substâncias eram utilizadas no salão e se alguma delas poderia ter provocado o choque anafilático.

A Polícia Civil aguarda ainda o laudo do Instituto de Medicina Legal (IML), que deverá ajudar a determinar a causa da morte e qual substância pode ter desencadeado a reação.

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