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O cenário na Venezuela tornou-se oficialmente uma das maiores crises humanitárias recentes da América do Sul. A presidente do país, Delcy Rodríguez, atualizou na sexta-feira (26) o balanço oficial das vítimas dos dois violentos terremotos que atingiram a costa do Caribe na última quarta-feira (24).
O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou que o número de mortos subiu para 920. Ao anunciar os dados mais recentes em uma transmissão televisiva, ele acrescentou que os feridos chegam a 3.360, 172 pessoas continuam presas sob os escombros e mais de 4.000 estão desalojadas.
Apesar do rastro de destruição, as autoridades locais tentam manter o foco na busca por sobreviventes em meio aos escombros.
“Resgatamos dezenas de pessoas com vida, o que nos alegra, pois elas podem se reunir com suas famílias e entes queridos”, declarou a presidente.
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A dimensão da tragédia pode ser ainda mais alarmante nas próximas horas. O portal independente Desaparecidos Terremoto Venezuela, uma plataforma digital criada pela sociedade civil organizada para unificar dados extraoficiais, aponta que há mais de 40 mil pessoas desaparecidas ou sem comunicação desde a noite dos abalos.
A situação é agravada pela instabilidade geológica contínua. Segundo o governo local, foram registradas 214 réplicas (tremores secundários de menor intensidade) desde os sismos principais de magnitude 7,2 e 7,5. O epicentro da crise gerou consequências severas:
Em resposta ao pedido de socorro internacional, o Governo do Brasil estruturou uma operação de ajuda humanitária imediata. Na manhã desta sexta-feira (26), uma aeronave de última geração, a KC-390 Millennium, operada pela Força Aérea Brasileira (FAB), decolou rumo à Venezuela transportando mantimentos, equipamentos de suporte e pessoal técnico especializado.
A comitiva brasileira é composta por uma equipe de Busca e Resgate Urbano (USAR) de nível pesado. O grupo reúne profissionais da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil e militares dos Corpos de Bombeiros dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Paraná,especialistas no manejo de cães farejadores e no corte de estruturas colapsadas de concreto. Técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também integram a força-tarefa para ajudar a restabelecer as redes de comunicação de emergência nas cidades venezuelanas destruídas.
Dados Consolidados até agora:
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