Suspeita de racha

Motociclista é preso suspeito de causar acidente a 190 km/h; namorada morreu

Amigo do motociclista também foi detido por suspeita de fraude processual; vítima era mãe de uma criança

Montagem com fotos de Eloiza Neris e o namorado, Gabriel dos Santos
Eloiza e o namorado estavam em uma moto a aproximadamente 190 km/h, no momento do acidente (Foto: Reprodução/ Rede Massa)

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu dois jovens suspeitos de participação em um racha na Rodovia João Leopoldo Jacomel, em Piraquara, na Grande Curitiba. A ocorrência foi registrada no dia 21 de fevereiro e resultou em um acidente com morte. Um dos suspeitos foi preso por condução de veículo automotor acima da velocidade e o amigo por fraude processual.

Na madrugada do dia 21 de fevereiro, em uma curva da rodovia de Piraquara, Gabriel dos Santos perdeu o controle da motocicleta e caiu na pista. A ex-namorada, identificada como Eloiza Franciele Neris Silva, estava na garupa e não resistiu aos ferimentos. O condutor da moto sofreu ferimentos, mas sobreviveu.

Conforme investigação da PCPR, a suspeita é que Gabriel estava a aproximadamente 190 km/h e participava de um racha com um amigo no momento do acidente.

“O Gabriel foi preso pelo crime de condução de veículo automotor acima da velocidade, ele estava a 190km/h e aconteceu que não conseguiu segurar a moto e bateu. A Eloiza veio a óbito no local do acidente. O outro rapaz que estava de moto, o Renan, momentos depois ele cometeu o crime de fraude processual. O que seria isso, ele adulterou a questão de placa, escondeu moto, tudo para dificultar a investigação criminal”, comentou Jean Marcel, advogado da família de Eloiza.

Mãe revela relacionamento complicado da filha

A jovem Eloiza, de 21 anos, que morreu no acidente na Rodovia João Leopoldo Jacomel, mantinha um relacionamento com o piloto da moto. A mãe da jovem revelou que na noite do acidente não sabia que a filha estava junto com o rapaz.

Cleiciane Neris Silva ainda contou que o relacionamento da filha com Gabriel teve muitos términos e retomadas. Durante um ano, o casal teria ficado sem se falar por conta de uma medida protetiva.

“No ano de 2024, o Gabriel praticou o roubo do celular dela, crime cometido com violência, chegou a empurrar ela. E qual foi a motivação do crime, justamente pegar e ver as redes sociais. Ele quis vasculhar Facebook e Instagram. No mesmo ano, em dezembro, ele praticou crimes de violação de domicílio e de lesão corporal contra a Eloiza. Em dezembro de 2024 foi deferida uma medida protetiva, que vigorou até dezembro de 2025, e o fato aconteceu em fevereiro de 2026. Eles não tiveram contato em 2025, porém, quando a medida foi revogada, eles voltaram a ter contato”, destacou o advogado.

A mãe de Eloiza ainda revelou que Gabriel já tinha ameaçado a companheira por mensagens. “Ele já dava indícios, ele já tinha deixado ela desmaiada por agressão, ele era sempre muito violento com ela. Tem mensagens que ele fala que a vontade dele é de matar ela, porém, depois ele fala que vai ficar com saudade. Então era muitos indícios que ele dava. Quase sempre eu tinha medo, vinha aquele susto, aquele choque, que o Gabriel matou a Heloisa, mas eu não esperava que seria dessa forma”, lamentou a mãe.

O portal Massa.com.br não conseguiu contato com a defesa de Gabriel e Renan. O espaço segue aberto para posicionamentos.

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