Segurança

Motorista que atropelou criança e não prestou socorro se apresenta e diz que deixou o local por medo

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Foto: Reprodução/Rede Massa

O motorista que atropelou um menino de 9 anos e não parou o carro em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, se apresentou na delegacia nesta quinta-feira (10). O rapaz de 22 anos, identificado como Bruno Manoel, afirma que não prestou socorro por medo de ser linchado por populares e que agora vai ajudar a família da criança.

O atropelamento aconteceu no último domingo (4), em uma rua residencial no bairro Guaraituba. Segundo a família, o menino andava de bicicleta próximo à calçada quando foi atingido por um Fiat Mobi branco. A criança chegou a ser arremessada e caiu no asfalto.

O menino está internado em estado grave no Hospital do Trabalhador, em Curitiba. Ele já deixou a UTI, mas precisa esperar os ferimentos do rosto desincharem para passar por cirurgia.

O que disse o motorista

Em entrevista para a reportagem da Rede Massa|SBT após prestar depoimento, o motorista deu sua versão do ocorrido. Ele negou que estava em alta velocidade, e sim a cerca de 50 km/h.

Bruno afirmou que estava junto com a namorada e o menino e outra criança estavam de bicicleta na rua do lado oposto do carro e atravessaram na frente do veículo. Após deixar o local por medo de ser agredido por populares que estavam na região, ele avisou os pais dele, que teriam ido até a casa da criança mas não encontraram ninguém.

O rapaz ainda diz que demorou a se apresentar porque estava marcando contato com o advogado, mas que agora vai dar o suporte à família.

O advogado de Bruno, Lizandro Nascimento também falou sobre o veículo, que foi encontrado em uma oficina em Curitiba. Nascimento disse que o jovem é motorista de aplicativo e que o carro é alugado de uma empresa de locação de automóveis em Santa Catarina. Após o atropelamento, Bruno teria acionado o seguro e o carro foi devolvido e levado para a oficina.

Agora, a Polícia Civil vai fazer a perícia do veículo, para confirmar a velocidade do veículo no momento do atropelamento. Se for confirmado que o motorista estava cima do limite permitido, ele poderá responder por dolo eventual além do crime de trânsito.