Segurança

Motorista que atropelou mulher em frente a farmácia é identificado

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Foto: Ivan Pereira

Nesta sexta-feira (24) o motorista que atropelou Carla, de 49 anos, em frente a uma farmácia, no dia 16 de junho, se apresentou na Delegacia de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.

Vinícius Sousa, de 19 anos, foi prestar depoimento acompanhado pela advogada e pelo pai.

No dia do atropelamento, o jovem disse que estava saindo do estacionamento da farmácia. Ele afirma que quando entrou no carro o banco do motorista estava frouxo. Segundo o relato, na hora que o banco encaixou, ele escorregou o pé no acelerador e passou direto.

Vinícius diz que não viu que havia atropelado a mulher. Ele afirma que sentiu que passou por alguma coisa, mas que não parou para verificar porque não possui carteira de habilitação.

De acordo com o jovem, ele descobriu o que havia acontecido quando viu a notícia nas redes sociais.

O pai de Vinícius disse que assim que soube do ocorrido falou para o filho procurar a polícia. O veículo é do pai e, segundo ele, o jovem pegou o carro sem permissão.

O delegado Herculano Abreu considera que tenha sido um acidente após análise de imagens e depoimento. Há outros agravantes no caso, como fugir do local e dirigir sem carteira. Para o delegado, a princípio, não houve intenção de matar.

O carro vai ser encaminhado para a perícia.

O caso

Carla, de 49 anos, foi atropelada em frente a uma farmácia em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. Ela estava no local esperando o marido, que estava comprando remédios para os filhos.

A ação aconteceu na última quinta-feira (16). A mulher segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba. Ela passou por cirurgias e ainda não há previsão de alta.

De acordo com informações do marido, Carla ficará sem andar por pelo menos três meses. Ela precisará fazer fisioterapia.

O carro que a atropelou saiu do estacionamento da farmácia. O motorista fugiu sem prestar socorro.

Carla e o marido, que trabalha como porteiro, possuem dois filhos. Um deles é cadeirante e fica sob os cuidados da mãe.

A família quer identificar o motorista para tomar as medidas cabíveis.