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Familiares são acusados de matar e ocultar o cadáver de quatro homens; eles estão presos preventivamente desde agosto deste ano
O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou Antônio Buscariollo e seus três filhos, Paulo, Carlos Henrique e Carlos Eduardo pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa armada, relacionados a chacina que ocorreu em Icaraíma, no Noroeste do Paraná, em agosto de 2025.
A denúncia chega oito dias após a Polícia Civil concluir o inquérito sobre o caso, que apontou os quatro membros da família Buscariollo como responsáveis pelos crimes. Eles estão presos preventivamente desde agosto deste ano.
Os homens são acusados de armar uma emboscada e matar a tiros Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi e Diego Henrique Afonso, que teriam vindo de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, para negociar uma dívida. Após o crime, os corpos das vítimas foram escondidos em valas clandestinas
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Segundo as investigações, as vítimas teriam saído de São José do Rio Preto (SP) e ido a Icaraíma para cobrar uma dívida de R$ 255 mil, referente a negociação de um terreno com um dos membros da família Buscariollo.
Para não pagar os valores devidos, os acusados teriam preparado uma emboscada na propriedade rural da família. As vítimas foram executadas com disparos de armas de fogo de diferentes calibres.
Em seguida, os Buscariollo teriam ocultado os cadáveres e veículos das vítimas, que foram sepultadas em valas clandestinas a cerca de 14 quilômetros do local do crime. Segundo o MPPR, eles teriam apagado dados de aparelhos celulares na tentativa de dificultar as investigações.
As investigações apontaram que pai e filhos atuavam como associação criminosa armada desde, ao menos, dezembro de 2023. Eles teriam atuado em fraudes patrimoniais imobiliárias, homicídios, adulteração de sinais identificadores de veículos automotores, ocultação de cadáveres e fraudes processuais materiais e digitais.
A partir da apuração, foram identificados veículos com placas adulteradas, circulação financeira clandestina e estruturas físicas como esconderijos subterrâneos de alvenaria (bunkers) construídos em áreas rurais que seriam utilizados pelos criminosos.
A denúncia, oferecida pela Promotoria de Justiça de Icaraíma em 2 de novembro, sustenta como qualificadores para os crimes de homicídio o motivo torpe, o uso de meio cruel, a emboscada e o emprego de armas de uso restrito para execução do crime.
Além das penas privativas de liberdade previstas em lei, o MPPR requer uma indenização no valor mínimo de R$ 500 mil para reparação cível pelos danos morais e materiais causados aos familiares de cada uma das quatro vítimas da chacina em Icaraíma.
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