Segurança
atropelamento
Na versão da mulher, ela notou que estava sendo perseguida e agiu em legítima defesa; os motociclistas dizem que foram cobrar a mulher por ela fugir de uma situação no trânsito
Uma situação no trânsito de Curitiba acabou com uma mulher perseguida e um motociclista atropelado na quinta-feira (14). Câmeras de segurança flagraram o momento que os homens parecem atrás do carro, ameaçam a mulher e ela acelera em ré, atropelando o motociclista.
Na versão da mulher, ela notou que estava sendo perseguida e agiu em legítima defesa. Além dela, o filho de sete anos também estava dentro do veículo. Depois de sair dali, ela logo estacionou e acionou a polícia.
“O que ela achou no momento é que poderia ser qualquer coisa, um assalto, um sequestro. É assustado você ser abordado daquela forma. O que eles (os motociclistas) relatam é que houve um colisão e ela fugiu, então o delegado enquadrou como uma briga de trânsito. Mas veja: o delegado disse que não recebeu as câmeras, ele não viu. Agora, é completamente injustificável e desproporcional. Se não fosse uma mulher sozinha com uma criança não teria esse tipo de agressão, a única saída dela foi dar a ré“, disse a advogada da motorista, Dr. Analice Castor.
O boletim de ocorrência mostra que o desentendimento teria acontecido em uma suposta colisão na Avenida Visconde de Guarapuava. A mulher atropela o motociclista em uma rua do Batel, em Curitiba.
Os irmãos que estavam na moto deram outra versão sobre o caso. Segundo eles, um acidente de trânsito aconteceu antes do que as imagens mostram. Eles alegam que foram cobrar a mulher – que supostamente não parou e não prestou socorro -, por isso a seguiram.
O advogado dos irmãos disse que nem todas as imagens do caso foram divulgadas e nega que eles tenham tentado praticar qualquer tipo de assalto. De acordo com a defesa, os irmãos trabalham com limpeza de fachada utilizando rapel e estariam voltando de um serviço.
Um dos irmãos não tinha Carteira Nacional de Habilitação.
A motorista do carro registrou denúncias por ameaça, invasão de domicílio e tentativa de agressão.
O caso será investigado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR).
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